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mãe

#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Não leia esse texto
16 de outubro de 2015 at 04:17 0
Ler é estúpido. Estou desesperada. Tenho 6 livros na cabeceira da minha cama.Todos comecei a ler e não terminei. Olho pra eles e não quero voltar a ler nenhum. Nota mental: comprar um livro novo. Preciso? Livros são sempre bem vindos. Mas não, eu não preciso. Quer dizer, todos os livros que já comprei eu precisava MUITO na hora que estava na livraria e decidi levar. Nota mental daquele momento mágico na livraria: como pude viver sem ter lido esse livro até hoje? Compro. No máximo 3, mas às vezes 4.    Tenho dois tios que não lêem nada. Nem jornal, nem revista, nem Facebook. São riquíssimos, mas não lêem. Não sei porque fiz essa comparação. Ah sei, mas isso é tema pra um próximo #tudão. Da onde veio essa história de que ler é importante?  Se você é da turma dos meus tios que acha que ler é estúpido, você está certo. Pare de ler esse texto e vá fritar batata frita. batata Chego em casa e começo a ler. Descubro que aquele livro descoberta do ano que eu acabo de comprar não era tão necessário assim. Insisto, não rola, paro, vou fritar batata frita. Pronto, mais um livro sem fim, órfão de mim. Tenho um amigo que termina de ler todos os livros que ele começa. Na boa, pago um pau pra ele. Não no sentido literal, até porque tenho certeza que ele não está disponível pra que eu pague esse pau (a fruta dele é outra), mas no sentido literário sim. Ha! Olha ela, brincando com as palavras literal e literário. Queria ser que nem ele. Ele também brinca com as palavras, mas não gosta de gente que usa a palavra literal(mente) do modo errado. Eu posso não terminar de ler livros que começo, mas uso a palavra literal(mente) do jeito que eu quiser.

E eu também roubo, mas não no sentido literal. Leia e descubra.

Nunca roubei livros, nem nunca roubei um livreiro. Só roubei na Disney, uma experiência traumática que quase acabou com a minha viagem de 15 anos. Quando leio, eu roubo é de mim mesma. Pulo páginas do livro que estou lendo, às vezes capítulos. Esse não, esse não, hummm, chato, esse não também. Posso viver sem saber disso e ah.. olha só, acabou o livro. Acabei de ler o livro. Ladra. Minha mãe diz que eu leio muito. Ela fala como se o tanto que alguém lê fosse diretamente proporcional ao quão genial a pessoa é. É? Tudo que eu leio eu esqueço. É? É, esqueço. Os livros que terminei de ler não me lembro mais do começo, do meio e vou me esquecer em breve do fim.

Os índios são como os meus tios, não lêem.

Não to falando do índio de bermuda, internet, que pega gripe e toma Fanta laranja. Esses já estão fritando batatas. Minha cabeça está a mil. Dizem que os livros vão acabar com a revolução dos eletrônicos. Tem outros que dizem que vai ser que nem o rádio, não vai acabar nunca, mesmo com a tomada das TVs. Tem a galera que ama o cheiro do papel e a sensação de abrir um livro, mas um dia essa galera vai morrer. Meus tios que não lêem não estão nem aí. Estão muito felizes com seus Iphones de última geração e com a nova versão do Candy Crush. Já tomei um litro de chá de camomila frio e não funcionou. Minha mãe está do meu lado, querendo saber sobre o que vou escrever hoje. Sobre muitas coisas, mãe. Escrevo sobre os livros - órfãos da minha cabeceira. Não sei porque leio. Não sei porque você me lê. Minha mãe começa a meditar, fofa. Eu bombo de escrever sobre não ler. Olho pro lado e a cabeceira está me encarando... Num ataque fatal, ela lança os 6 livros - órfãos na minha cara. Eles estão afiados como lâminas e cortam meu rosto. Começo a sangrar, entro em desespero. Minha mãe medita serenamente.

Pulo em cima da cabeceira e começo a estrangula-la.

Os livros órfãos voam em rasantes tentando me cortar mais. Grito: “Ler é estúpido! Meus tios ricos não lêem!”. Descubro tarde demais que a cabeceira é faixa preta no jiu-jitsu. Ela me ataca em 3 golpes precisos e antes que eu possa revidar, me finaliza num mata leão. Não satisfeita, enfia os 6 livros - órfãos na minha boca e me deixa morrer ali, sufocada de mim. Minha mãe sai de meditação e fica impressionada com o tanto que já escrevi. Tá rendendo heim filha? Tá sim, mãe. Tá com fome? Ela traz uma pera. Suculenta e literal. Eu como, tensa, encarando a cabeceira que não me matou dessa vez por piedade.“Na próxima você não me escapa”- disse a cabeceira num ranger de dentes. Tudo o que eu escrevo é estúpido. Deveria fritar batatas e ler menos. Um amigo diria, literalmente.  
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#Maicaquices, Culinária, News
#CanalDoMaicon – Bolo de Tangerina com a Mama Santini!
18 de julho de 2015 at 00:36 0
Minha mãe veio passar uma semana na minha casa e, claro, me encheu de gostosuras! Umas das coisas que ela fez pra eu comer foi um delicioso bolo de tangerina,  MUITO fácil! Resolvi aproveitar e gravar um vídeo com ela e ensinar pra todo mundo essa receita! Se joguem no vídeo e abaixo tem a receita completa! Ingredientes: 3 tangerinas ou mexericas, mimosas, bergamotas ou seja lá como você chama! (lave bem elas antes porque você vai usar com casca e tudo!) 3/4 de um copo americano de óleo! (Tipo ele quase cheio, entendeu?) 2 ovos 1 copo americano bem cheio de açucar 1 copo americano de farinha de trigo (o ponto da massa é bem firme! então, se precisar, coloque um pouco mais) 1 colher de sopa de fermento em pó Modo de fazer: Corte as mexericas ao meio e tire as sementes dela e jogue elas inteiras no liquidificador. Junte os ovos, o óleo e o açucar! Depis coloque em uma bacia e misture o trigo aos poucos! Acrescente o fermento e despeje numa assadeira untada com óleo e trigo. Leve ao forno pré aquecido por 25 a 30 minutos a uma temperatura de 200 graus. Divirta-se e aproveite essa receita fácil, rápida e deliciosa! compartilha seu bolo comigo no seu instagram! usa a tag #BlogDoMaicon ou #CanalDoMaicon :) beijos!
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Com a Mãe no Sex Shop!
15 de maio de 2015 at 07:10 0

Minha mãe me levou num sex shop.

Vou repetir.

Minha mãe me levou num sex shop.

Aposto que quando você leu deu uma risadinha interna, aquela debochada ou sem graça. Talvez já tenha até julgado minha mãe. Não tenho vergonha de falar de sexo, apesar de viver numa sociedade que tem e ser de um país onde está tudo bem sair pelado com purpurina em fevereiro, colocar um fio entre as nadégas pra ir a praia e com uma igreja que diz que é pecado o sexo por diversão, mas acha tudo bem pedir 10% do seu salário pra garantir seu lugar no céu. Também não acho sexo a coisa mais importante do mundo, nem a melhor. Gosto, mas também gosto de chocolate, por do sol, sabor de menta e fazer xixi quando chego em casa apertada - tem alívio melhor?

Pronto, superado o choque e quebradas as crenças de que sexo é pecado e só deve ser feito com o objetivo de procriação divina – argumento daquela igreja que administra os terrenos do paraíso - vamos ao que interessa. Minha mãe faz sexo e ela é mais feliz e saudável por isso.

Não preciso repetir isso.

Sexo não é segredo ou pelo menos não deveria ser. Assim como você, a sua mãe também faz e se ela não estiver fazendo por algum motivo maior, já está na hora de ajuda-la a voltar a ativa. Aposto que ela vai parar de reclamar da louça suja que você deixou na pia. Sexo faz bem pra pele, para o cabelo e pra cartilagem do joelho, que fica mais hidratada quando você está ativo sexualmente.

Resisti um pouco à ideia de ir ao sex shop com minha mama num primeiro momento. Achava que estávamos quebrando a barreira mãe e filha de uma forma muito radical. Cresci com meu pai mudando de canal quando uma cena picante começava na TV. Até hoje, quando assistimos TV juntos e uma cena quente começa, fico incomodada. Tenho certeza que ele também, a única diferença é que agora não muda de canal. Nunca falamos sobre isso. Somos os dois, bobos. Estudei em um colégio cristão, onde mulheres que entregaram sua virgindade a Deus e usam a mesma roupa todos os dias me ensinavam a decorar a tabuada. Como quebrar isso?

freiras

A única vez que tinha ido a um sex shop, foi com um ex. Na época queríamos avançar um passo na relação e comprar um brinquedinho. Quando terminamos o namoro eu fiquei com ele – o brinquedo - na separação de bens. Mentira, ele sempre ficou lá em casa, na última gaveta, escondido embaixo dos pijamas. Depois do término percebi que era hora de virar essa página e joga-lo num plástico preto no lixo orgânico do prédio. Será que deveria ter ido para o reciclável?

Essa ida ao sexo shop com a minha mãe mudou a minha percepção em relação ao sexo. Primeiro porque as vendedoras, muito bem capacitadas, te atendem como se o pinto de borracha fosse um novo brinco que você está em

dúvida no tamanho - Será que levo um maior? E é assim que deve ser. O julgamento de que sexo é uma coisa a se envergonhar está dentro da sua cabeça, dentro da minha e talvez na do papa da antiga Galiléia, que quando dormia, sonhava com isso mas não contava pra ninguém.

A minha avó diz que não faz sexo há alguns-muitos anos já. Toda vez que ela toma uma caipirinha, começa a falar sobre coisas sexuais. A minha mãe – a mesma moderninha que levou a filha num sex shop - fica incomodada com isso enquanto eu acho o máximo. Veneno nos olhos do outro…E aí quando tenho a oportunidade de me libertar desse padrão, viro a freira virgem da tabuada, desenterro argumentos bíblicos conservadores e coloco uma parede entre a gente dizendo que ela é mãe e tem que assumir e respeitar esse papel. Que preguiça de mim, amém.

Fui. E comprei um brinquedo pra mim e um pra minha avó.

Ela jogou o dela no lixo ainda na embalagem. Muita emoção, muita cachaça e muito ave maria pra quem achou. Inshalá!

novinhos-carla

Não esqueci da receita de gelo de couve. Essa fica pra próxima quinta.

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