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lola claure

#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – A sua primeira vez
18 de setembro de 2015 at 02:45 0
Foi no meio da semana, com o ex namorado da ex amiga. Ela achou estranho. Não tinha nada a ver com as cenas de novela ou dos filmes que já tinha assistido. Imaginava um clima diferente, um ritmo diferente. Nada de preliminares. Na época, ela nem sabia que isso era importante. Nem ele. Talvez ele não saiba até hoje. Nada de natural, poético, nada de romântico. Tiraram a roupa, ele colocou a camisinha, forçou um pouquinho e entrou. A camisinha rasgou. Ele não sabia o lado certo. Ela então...O maior contato que tinha tido com uma camisinha tinha sido para fazer balão e jogar pro alto na micareta. Mas ela nunca gostou de micareta nem de balão de camisinha (não entendia qual a graça de deixar a mão toda melada) então é bem provável que essa tenha sido a primeira vez que entrou em contato com uma. Abriu o segundo pacote de três que ele tinha levado. Como é que faz?

Mais parecia que ela estava tentando passar uma fase difícil do videogame.

Como na época em que jogava The Sims todos os dias depois da escola. Achava macetes em fóruns na internet de como ganhar dinheiro rápido e se divertia colocando seu personagem para namorar. Um dia descobriu como tirar a tarja que cobria os corpos nus dos bonecos do jogo. Passou horas abafando o riso vendo o namoro na banheira sem tarja enquanto deveria estar estudando para a prova do dia seguinte. t   A 2a camisinha escapou e ela começou a rir. Só tinham mais uma. Abriram juntos. Qual o lado certo mesmo? Tenta esse. Doeu um pouco e ela ria mais pra ele não perceber que estava muito nervosa. Dois corpos se batendo, desritmados. Dentro da cabeça dela, era tudo uma brincadeira de gente grande. A dor se misturava com cócegas, então ela ria ainda mais enquanto se perguntava “por que as pessoas nos filmes não riem?”. Lembrou da época em que entrava com a melhor amiga num chat online. Ela acha que era do Uol, mas pode ser que fosse do Bol ou IG, já não tem certeza. Iam de bicicleta até o Mc Donalds, compravam no delivery um Mc Cheddar e enquanto comiam seus sanduíches, usavam o codinome gatinha_1234 pra seduzir sabe-se-lá quem estava do outro lado. Entre batatinhas fritas frias e murchas com ketchup, convidavam o parceiro para fazer sexo virtual. Se o cara topava, fechavam a conversa o mais rápido possível e riam muito daquilo tudo. Ela não sabia se deixava os olhos abertos ou fechados. Uma vez viu num filme um personagem criticando o outro por fazer sexo de olho fechado. Melhor deixar aberto. Ele também não sabia pra onde olhar. Não devia ter visto esse filme.

Percebeu que aquele era o primeiro contato com um pinto de verdade.

Procurou a tarja do The Sims. Não precisava mais de macete nem fórum secreto. Ela embaixo e ele em cima. Depois ela em cima e ele embaixo. Descobriu que não gosta de ficar em cima.  Deixa o trabalho pra ele. Ninguém gozou. Talvez ele tenha gozado, mas ela não se lembra. Ela sangrou quase nada e ele não pode balançar o lençol com a mancha de sangue na janela. Na mesma noite se encontraram e fizeram de novo. Ela riu menos, olhos sempre abertos e alguns gemidos para preencher o silêncio. Continuavam sem saber pra que lado desenrolar a camisinha. Mas dessa vez ele levou extra packs, só pra garantir.   Eles não sabiam, mas já tinham aprendido.  camisinha
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Desculpas para não ter uma carreira de sucesso
11 de setembro de 2015 at 15:20 0
Estou há dois dias tentando escrever um texto e nada, absolutamente nada acontece. Fiquei muito tempo encarando o arquivo em branco do Word. Dentro de mim, apenas sono. Vou escrever sobre ter sono. Not. Resolvi relaxar e assistir alguma coisa pra ter uma ideia genial. Dizem os que os maiores insights vem do estado de relaxamento, o famoso ócio criativo. Fui pro Netflix e comecei a assistir uma seleção de palestras do TEDex.  A primeira era de um cara que eu não sei o nome falando sobre desculpas que você dá pra não ter uma carreira de sucesso.

É muito difícil. Isso não dá dinheiro.

Dentre outras desculpas, mas essas foram as que ficaram ecoando na minha cabeça. Lembrei da minha conta no banco esse mês. É MUITO DIFÍCIL . ISSO NÃO DÁ DINHEIRO. Ecos. Ecos do personagem de desenho animado que grita no desfiladeiro. O cara argumenta que enquanto nos enganamos com esses argumentos, construímos uma carreira regular, com um chefe chato, recebendo menos do que gostaríamos, reclamando do trabalho, odiando segunda feira, ficando deprimido no domingo, estragando nosso corpo durante a fase que ele é mais saudável, pra gastar em remédios quando ele estiver no fim da linha e vendendo nossas almas para um sistema que a gente nem sabe se acredita (essa parte não foi ele que disse, fui eu) Fim da palestra, nada de insght. Resolvi dormir. Vai que eu tenho um sonho incrível e acordo com uma super ideia. Durante o sono, o nosso inconsciente troca ideia com o consciente. Amiguinhos. Já durante o dia cada um fica na sua. Tenho certeza que o meu inconsciente tem um monte de cartas na manga de assuntos geniais pra escrever, mas nessa noite ele resolveu se fazer de difícil. Acordei de um sonho perturbado que eu esqueci logo quando abri os olhos. A única coisa que lembro era da presença de um homem. Moreno. Gostoso. Dio, to carente.

Tá difícil. O cara da palestra me encara. Quem disse que seria fácil?

quico3 Preciso fumar um baseado. Tenho brownie de maconha congelado no freezer. Vou comer e não contar pra ninguém que comi, só pra ver o que vai acontecer. Eu já posso ter comido, estou chapada, escrevendo nada com nada e você não sabe. Na verdade isso tudo pode ser apenas um sonho. Tá escrito em todo livro espiritual. Isso é apenas um sonho, baby. Penso no cara da palestra de novo. Se eu fizesse o que eu amo não estaria morrendo pra escrever um texto, precisando de brownie de maconha ou recorrendo a argumento de livros espirituais. Entro em crise. Há algum tempo venho querendo escrever sobre como tudo o que eu escrevo é estúpido. Quero queimar todos os textos numa fogueira e começar um curso de plantação de orquídeas. Mas continuo escrevendo. E sabe por que? Por que recebo quase que diariamente, o retorno de diversas pessoas das mais aleatórias possíveis, que lêem, gostam, se divertem, riem, refletem com os meus textos. Mesmo quando escrevo sobre nada. Como hoje. E mesmo quando uso um texto sobre nada para falar que esse texto é pra você. Dá pra ver o mel escorrendo pela tela ou a seda sendo rasgada. Você pode escolher a imagem que preferir. Fico em dúvida sobre qual imagem o cara da palestra escolheria. quico2 Não sei quem é você, nem o que você faz da vida, mas continue – OU COMECE – a fazer aquilo que te faz bem e tem algum sentido. Seja movido pela paixão, esse é o único caminho para uma carreira de sucesso (isso não é meu, é do cara da palestra). Não tenho dúvidas que existem pessoas que fazem o que não gostam e tenham carreiras de sucesso. Mas já pensou como deve ser ter muito dinheiro, mas ser bizarramente infeliz? Conheço alguns. Adianta? Realização de fazer algo que tenha sentido pra você é maior do que muitos outros objetivos. Ela não paga a conta do aluguel, mas paga a conta do seu bem estar. Uma hora o dinheiro vem, ou não, e aí a gente refaz os planos com aquela sensação do “eu tentei”. Eu continuo. Escrevendo, atuando, comendo, fazendo coco (até que meu intestino diga o contrário). Uma hora tudo muda, tudo acaba e aí fim. Sua conta no banco continua lá, a casa e o carro do ano também, mas você já foi embora. Obrigada cara da palestra. Obrigada você, que continua lendo. kicobeijo
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Dólar cai para R$1,50 após lançamento da banda pop de Aécio
4 de setembro de 2015 at 00:02 0
A aposto da banda é a música melô-do-impeach que em menos de 24hrs alcançou o top 10 das rádios. E mais: Faustão pede demissão da Globo e assina contrato com a Record. Jesus ressuscita e afirma que é gay. Descobriram nova técnica que permite que você lamba seu cotovelo e tenha orgasmos múltiplos. Você leu a chamada, clicou, esperou o texto carregar e bum! Eu não vou falar sobre nada disso. Quebra de expectativa. pegadinha Aconteceu a mesma coisa comigo quando comprei um ralador de legumes na internet porque queria fazer macarrão de abobrinha. O ralador chegou e tudo o que eu consegui fazer foi esmagar abobrinhas com ele. Nada de fatiar pra ficar que nem macarrão. EXPECTATIVA: Um jantar saudável com macarrão de abobrinha caseiro. REALIDADE: Fome. E uma pia cheia de pedaços amassados de algo que um dia foi um legume.

acordando-realidade

Enquanto eu criava expectativa com o meu querido ralador, você criava expectativa com o seu namorado(a) que não agiu como você queria, com o restaurante que disseram que era ótimo e a comida veio fria, com o novo emprego naquela empresa que ganhou o prêmio de 10 melhores lugares pra trabalhar mas não era nada disso, com sua família, com seu melhor amigo ou com o seu cachorro, que não sentou quando você mandou. Foda né? Acontece. Expectativa está ligada ao futuro, numa ideia que formamos e que esperamos/queremos que aconteça. Algo super importante pra você vai acontecer. Aí o tal momento chega e nada é como você imaginava. Pimba! FRUSTRAÇÃO. Quando eu era criança, criava tanta expectativa em cima do meu primeiro dia de aula do ano que não conseguia dormir à noite. Virava a madrugada pensando em como iria ser, quem seria minha nova professora, se os novatos seriam legais, como ia ser o recreio, qual seria a sala. O primeiro dia de aula era sempre horrível, porque eu estava acabada de sono. E lá estava ela, sentada em silêncio na mesa ao lado, FRUSTRAÇÃO. Enquanto estamos nos frustrando, deixamos de perceber que apesar das coisas não terem acontecido como o nosso planejado, diversas outras novas possibilidades estão surgindo ali ao mesmo tempo. E quer saber? Pode ser mais incrível que o meu macarrão de abobrinha. Sabe a aquela sensação quando algo completamente inusitado e inesperado acontece? Ficamos bobos, felizes e vivos, como nunca. Quando o acontecimento é ruim, ficamos desesperados. Mas nos sentimos vivos, mais vivos do que nunca. Imagina se o mundo fosse todo de acordo com nossas expectativas? Seria preto e branco, sem graça. Nada ia te deixar inseguro, nada te daria calafrios, nada tiraria seu ar e te empurraria pra fora da sua zona de conforto. Tudo seria… como planejado. E pensando por esse lado, que bom que é assim. A gente planeja tudo, faz planilha, calcula os riscos, orça, liga, verifica, verifica de novo, mas aí vem a vida e te surpreende, sempre. Furando seu pneu, te atrasando, acabando com a bateria do celular, não entregando a mensagem que você enviou, te fazendo perder o amor da sua vida ou a passagem de avião praquele lugar que você sempre quis ir. Agora, como não criar expectativas? Não sei.  Quem deu me deu a ideia de escrever esse texto foi um amigo que acredito que saiba mais sobre isso do que eu.  Talvez vocês devessem aprender com ele. Eu também.  Talvez fosse ele quem deveria estar escrevendo ou talvez não, porque quem está escrevendo sou eu. Então talvez depois desse texto ele me ensine como é e talvez eu escreva um novo texto ensinando vocês, ou não. Sem expectativa. Quanto as abobrinhas, eu corto em cubinhos, refogo e invento outra receita em dois toques. Talvez eu descubra uma nova modalidade de abobrinha nunca vista antes na culinária ou talvez eu queime e exagere no sal. Talvez seja apenas um jantar. Todas as expectativas e nenhuma ao mesmo tempo. Bon apettit.   macarrao-abobrinha  
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Tapando o luto do término com a peneira
27 de agosto de 2015 at 14:49 1
Desde que terminei meu último namoro, sai como louca atrás de alguém para tapar o buraco do luto que tomou conta de mim. Dizem que a dor do luto do término é pior que a dor do luto da morte, porque quando terminamos um relacionamento, a pessoa morre apenas pra você. Ela continua lá, bem viva, existindo todos os dias, estudando, trabalhando, pegando o ônibus e sendo feliz – por mais doloroso que seja - sem estar ao seu lado. Ver o meu ex com uma outra pessoa depois de apenas 3 semanas que terminamos também ajudou nesse processo desorientado. Sempre fui muito competitiva. Se ele superou tão rápido, porque eu não posso superar também? Ainda não tinha entendido que ver o seu ex com outra não significa necessariamente que ele superou o término de vocês. hebe-coracao Assumi o discurso “agora estou pronta para abrir um novo ciclo”, enquanto que lá no fundo, estava desesperada pra fazer sumir aquela sensação de desamparo. Tentei de tudo. Tinder, me acabar na noite e até andar na rua procurando um novo amor (acredite, isso aconteceu). A cada novo encontro, o primeiro pensamento era “será que esse é o meu novo amor?”. Já começava a criar diversas situações na minha cabeça sobre como seria se a gente namorasse ao invés de estar ali, presente, descobrindo e experimentando as mil possibilidades que podem se abrir – ou não - num encontro.

Todas as tentativas foram frustradas, porque na verdade, eu não estava pronta porcaria nenhuma pra um novo ciclo.

Ainda estava de luto e não respeitei esse momento. Tentei ignorar, tapando ele com tudo o que era capaz. Mas sabemos que por mais que a gente esconda a poeira debaixo do tapete, ela continua lá, muito paciente, sem pressa nenhuma, só esperando chegar o dia em que você vai lidar com ela. Nas minhas aventuras por um novo amor, esbarrei com outras pessoas exatamente na mesma situação que eu e é claro que a coisa não funcionava. Era tudo muito intenso. Um tentando tapar o buraco emocional do outro, pulando todas as etapas numa ansiedade sufocadora que assim como começava, acabava. Mais rápido que fogo de palha. dilma-coracao

Em Outubro vai fazer um ano que terminei meu namoro e hoje não tenho mais vergonha em dizer que sim, ainda estou nas reminiscências de um luto.

Logo quando terminou, cheguei a pesquisar na internet quanto tempo que essa sensação bizarra poderia durar. Achei vários artigos que davam prazos diferentes de 2 meses a dois anos. Procurava um dado científico pra dar um prazo, um fim, para aquilo que não tem resposta certa. O tempo necessário é o meu, o seu e é como bunda, cada um tem a sua. Só você vai poder descobrir o tipo de experiências que precisa passar para cicatrizar e aliviar tudo isso. Dói né? Faz parte. xuxa-coracao O meu último acontecimento intenso e frustrado me mostrou uma coisa muito boa. Desde que me tornei solteira, em nenhum momento aprendi a me amar, pura e simplesmente, no sentido mais piegas mesmo. Amar minha cia, ser independente, cuidar de mim. Me vi despedaçada, tentando achar alguém e colocar toda a responsabilidade nesse outro pra me fazer feliz. Se ainda não tinha cuidado do meu jardim, como poderia querer atrair as borboletas? Resolvi arregaçar as mangas e focar em mim. Isso não quer dizer que eu não tenha recaídas. Quando menos perceber posso muito bem estar novamente carente e desesperada colocando a responsabilidade do meu bem estar no outro. Mas agora, nesse exato momento o foco sou eu. As borboletas eu já nem penso. Se vierem, venham sem pressa. To gostando cada vez mais desse jardim que está florescendo aqui dentro. silvio-santos-coracao
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Sabedoria do estômago
22 de agosto de 2015 at 01:58 0
A previsão era de um amanhecer a 5 gélidos graus. Fui pro Sul tirar alguns dias de férias porque sou ryca, bem sucedida e estou com a vida ganha, com filhos crescidos, formados nas melhores faculdades do leste europeu e tomo café da manhã de margarina com meu marido Ken (ele largou a a Barbie pra ficar comigo) e meu cachorro Bud, um golden que além de bonito, é inteligente, não solta pelo e não faz coco. Sou do time que não vê sentido em acordar, viver e distribuir sorrisos pra passar frio. Posso morrer de calor, suada e com sovaco pizza aromático, mas pelo menos morro feliz. Todo o meu respeito e admiração pra quem curte o frio. Só que nesse dia, por uma insanidade qualquer, inventei de acordar cedo, mesmo com a combinação chuva-frio-chuva bombando lá fora, enquanto do outro lado do ringue tínhamos uma cama deliciosa, quentinha, com edredom fofo e travesseiros de baunilha. Céus! Por que raios eu coloquei o despertador pra 7h02 e a soneca pra 7h11(perceba, adoro números quebrados)? Por que minha cabeça diz que eu devo ir pra aula de yoga mesmo eu saindo de casa atrasada já desconfiando que não ia chegar a tempo? E não cheguei. Desde que nasci, minha avó, pai, mãe e a minha babá Nena, sempre me encheram com diversos conselhos, dizendo o que pode e o que não pode, mas ninguém nunca disse pra eu seguir minha intuição. Isso a gente descobre na raça e no erro mesmo. Agora, se eu pudesse dar um conselho pra vocês, seria escute essa god damn vozinha na sua cabeça quando ela sopra um pensamento.Talvez esse conselho seria até melhor:

se você tem uma dúvida, pergunte ao seu estômago.

Ele não te deixará dúvidas, trust me. É incrível a nossa tendência de ignorar essa vozinha (ou a sabedoria do estômago, como preferirem) e ir em frente. Naquela manhã tudo apontou pro outro lado, mas fui em frente e depois de 1h30 de engarrafamento não só não consegui chegar na aula, mas fui torturada pelo meu útero que resolveu fazer dança contemporânea dentro de mim pro ciclo descer. Foi aí que eu me peguei pensando, até que ponto eu de fato queria estar ali? Muitas vezes percebo que estou fazendo algo que não sei nem se quero fazer, mas faço porque acho que devo, quero agradar, ou porque julgo certo, justo. Poucas vezes percebo e tenho escuta para o que de fato quero. Geralmente sou engolida pela ansiedade, desesperada, desconectada e PRÉ-ocupada com um futuro que não existe. Tenho certeza que Freud explica isso com um conceito complexo em torno de uma pulsão sexual. Eu explico com falta de conversa com o estômago. Quando damos ouvido pra nossa intuição, nós conectamos com nossas emoções e diminuímos as chances de nos pegar no meio de uma situação onde não queremos estar com a pergunta "O QUE É QUE EU ESTOU FAZENDO AQUI?" e nos tornarmos responsáveis por aquilo que acontece em nossa vida, acabando ou diminuindo com os sintomas da síndrome de vítima. Por que logo comigo? Ai de mim! Isso tudo porque eu poderia ter dormido mais ou, se de fato quisesse ir pra aula, ter me organizado pra sair mais cedo. Mas como não tomei uma decisão, ignorei minha intuição e acabei não fazendo nem um nem outro. Agora, pra mostrar que aprendi minha lição, vou escutar meu estômago e comer um sorvete italiano daqueles bem delicia de chocolate amargo que está me esperando no congelador. Final feliz.  
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Quem somos nós
14 de agosto de 2015 at 12:17 0
Sempre tive dificuldade para responder a pergunta quem sou eu. Quem sou eu? Posso começar dizendo meu nome. Mas esse nome não diz nada - ou diz - o conjunto de letras, que forma um som, escolhidos pelos meus pais, antes mesmo deu estar nesse mundo e poder responder quem sou eu. Paola. Que não existe no Brasil, mas existe na Itália, só que lá é Paula. Que no Rio virou Lola, mas que já foi Popolão, Popola, Pah, Papol´s. Quem sou eu? Meu CPF e RG dizem qual o meu registro numérico no país onde vivo. Sou número para o estado, contribuinte para imposto. Mais um ou menos um, tanto faz. Meu passaporte e minha cara de presidiária na foto são meu registro no mundo. Um em 7 bilhões. Não tenho mais a impressão digital do dedão da mão direita. Queimei na frigideira fritando um ovo e nunca cicatrizou. Passo hidratante sempre quando lembro, mas o desenho eu perdi faz tempo. Já pensei que se fosse cometer um crime queimaria todos os dedos na frigideira e ninguém acharia rastros das minhas digitais.

Então quem sou eu?

Quando me perguntam isso respondo dizendo minha profissão, o que estudei, qual a minha atividade produtiva atual. Quem sou eu é isso? Não me formei. Tentei comunicação, tentei marketing, teatro na CAL. Larguei, larguei e larguei. Larguei tudo.  Gosto de natureza, correr, sol, amor, afeto, sexo, pão de queijo e da cor azul. Mas o que eu gosto hoje, posso não gostar amanhã. Amo grão de bico. Comi tanto que não amo mais. Sai na rua pra fazer essa pergunta. Quem é você? Uma menina me disse seu nome, depois que era legal e tímida. E o que mais? - Tem um livro que se chama "O Mundo de Sofia" que fala sobre isso. - E aí? – Pergunto animada. - O livro termina sem dizer a resposta.

Se não consigo responder quem sou eu sou ninguém?

Talvez. Ninguém nascido em Belo Horizonte, morado em Curitiba, intercambiado nos Estados Unidos. Que queria, mas nunca foi a Europa. Que gosta de inventar novos nomes e histórias quando bebe. Será que quem sou eu se resume ao meu passado? Um tudão da onde vim e o que já fiz. Fica até bonito dizer: o que sou é resultado das minhas escolhas. Uau… Mas e quem sou eu no agora, fica aonde? Agora sou alguém que escreve de pijama. Mas esse agora já passou e não existe mais. De novo, aqui estou eu sou sendo no passado. Uma vez no primeiro dia de aula de uma das faculdades que larguei, um professor fez essa pergunta. Cada aluno tinha que levantar e apresentar criativamente uma resposta. Depois de algumas apresentações de power point, com fotos, músicas, gráficos e um aluno sapateando, chegou minha vez. Levantei e escrevi no quadro

“eu sou o que você vê”

e fiquei em silêncio. Se sou alguma coisa em relação a você, dependo de você pra existir? E se você não existe onde estou/sou eu?  Talvez isso tudo seja só uma piração gigante. Mas pensa aqui comigo, se sou o que você vê, pensa e julga, pra mim não sou nada, porque não tenho ideia do que você vê, pensa e julga. Fiquei enjoada nessa viagem toda. Quanto mais escrevo, mais agoniada fico porque mais longe de uma resposta "quem sou eu?" , eu estou. Primata, pensante, fritante. Que não é macaco e também não consegue entender o infinito. Fico tonta toda vez que penso na ideia do infinito. Assim como não consigo pensar em 4 dimensões. Presa em 3. Quem sou eu? Infinito não cabe no começo e no fim mas está neles ao mesmo tempo. Junto e misturado, com numa vitamina, sou corpo. Mas aí me dizem que o corpo morre e que é o espírito que fica. Eterno. Queria descobrir onde está guardado o espírito. Provavelmente no mesmo lugar do infinito e da resposta quem sou eu. Sou 27 ciclos de 365 dias até agora e um dia terei um fim, mas não sei quando. Não consigo caber dentro de um currículo. Sempre odiei a ideia de ter que escrever um currículo. Um guru me diria que sou luz. Um físico quântico que sou possibilidades colapsando. Meu pai diria que eu sou linda. Quem é você?
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Muy Loca
31 de julho de 2015 at 01:52 0
Visto meu pijama, sirvo néctar de uva (que diferente do suco, só tem 50% de fruta) numa taça para beber como se fosse vinho. Não quero álcool, mas quero ser fina. Sento na cadeira, lembro que preciso arrumar o forro que está rasgando e também lembro que sempre lembro disso, mas por algum motivo nunca tomo uma atitude. Em silêncio e com toda a tranquilidade do mundo, ligo meu computador, abro o Word e começo a escrever: ESTOU FICANDO LOUCA. ESTOU FICANDO LOUCA ESTOU FICANDO LOUCA ESTOU FICANDO LOUCA Não posso gritar, tem gente em casa e já sáo 22h da noite. Quero dançar, não danço. Quero mandar mensagem pra minha psicanalista, mas no fundo já sei o que ela vai dizer. Paola, quantos anos você tem? Mando mensagem pra alguns amigos, que não vão perguntar minha idade. Depois pro meu pai: “Oi, tudo bem? Estou surtando”. Minha analista diz que tenho que aprender a usar as palavras sem exagerar. Quando fico triste, digo que estou deprimida. Quando digo que choro, choro baldes, cachoeiras, rios, mares. E quando estou mal, estou um turbilhão, estou louca, estou uma tragédia grega. Quero largar tudo. Sonho em comprar agora uma passagem de ida para um lugar bem longe, de preferência do outro lado do mundo, fazer uma pequena mala e ir sem avisar ninguém. Ninguém mesmo. Aos poucos as pessoas iriam descobrir que eu sumi. As primeiras a descobrir seriam as minhas roomies, depois talvez os meus grupos do whatsapp – sorry, o celular não vai. Conseguiria um emprego como garçonete numa lanchonete na Califórnia, depois aprenderia a fazer drinks na Holanda, plantaria tomates orgânicos na Nova Zelândia e ensinaria alguns termos em português enquanto aqueço minha mãos numa fogueira de uma vila mongol qualquer. Viajando de carona, escondida no porão de um navio, a pé, tanto faz. Planejo tanto que já me vejo vivendo paixões internacionais efêmeras. Daquelas que acabam com o próximo destino. No amanhecer, deixo um bilhete de despedida no meu lugar da cama “baby, you´re amazing, mas o mundo é mais”. Num tom brega e charlatão mesmo, com meu perfume nos lençóis de um hotel de estrada. Me vejo fumando cigarros, mesmo odiando o cheiro e tendo alergia, só pra fazer estilo. Bad girl, nômade e livre. Cada parada, um novo nome, uma nova história. Natasha, Pâmela, Sofia, Giuliana. Usando drogas que nunca usei e não tenho vontade de usar, só pra me perder e não lembrar o que aconteceu ontem. Alguns detalhes seriam publicados no Instagram de vez em quando, usando um celular clandestino e descartável que depois do post seria jogado num rio, apenas pra dar pistas para aqueles que estão atrás de mim numa releitura do desenho “Onde está Carmen San Diego?”. where-in-the-world-is-carmen-sandiego1 Pode ser até que um livro seja escrito. Best seller, contracultura, Into the Wild, tudo isso junto e misturado pra depois doar todo o lucro para uma instituição carente. Nessa altura do campeonato, me libertei de toda essa balela. Fui longe, sem sair da minha cadeira rasgada. Tenho que trocar esse forro logo. Choro escondido, lágrimas de poodle, medrosas, tudo sempre em silêncio, pra não chamar a atenção. Intensa e dramática, escrevo na esperança de que alguma coisa melhore. Funciona. Lembro que meu pai disse que meus textos são muito longos. Finjo não me importar, mas me importo. Lembro também que mandei uma mensagem pra ele dizendo que estava surtando e esqueci dele enquanto ia plantar tomates e curtir uma fogueira na Mongólia. Tá tudo bem pai, o surto passou e eu não sai da minha cadeira rasgada. Por enquanto.  
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Dar na primeira noite é coisa de piranha
24 de julho de 2015 at 03:55 1
Como mulheres, somos ensinadas desde sempre que dar na primeira noite é coisa de puta, piranha, vadia. Que temos que nos valorizar, valorizar nossas vaginas e segurar a onda se quisermos algo sério. O que você de fato acha disso? Muitas vezes descobrimos que um pensamento ou valor que acreditamos ser nosso na verdade é do outro, foi ensinado pelo outro e você sempre achou que era seu. Pai, mãe, professora, amigos, ou o que seja. Somos repetidores de valores dos outros. Eu passei a minha vida inteira cortando as pontas do mamão papaia porque minha mãe sempre disse que era venenoso, mas nunca vi ninguém morrer de mamão. “Coitado daquele menino, morreu de papaia”. Sempre comi bolo quente e nunca tive dor de barriga. Na categoria dos julgamentos, certo, errado, puta, vadia ou piranha é apenas um ponto de vista. Se você gosta de dar, gozar enlouquecida, se perder no sexo e está tranquila com isso, quem pode dizer que isso é errado? Deus?! Ele tem mais o que fazer do que se preocupar com quem visita e se diverte com a sua boceta, come on. Eu passei minha adolescência numa cidade que valoriza o casamento tradicional, o sobrenome e a família da onde você veio. Achava que era feio ou pecaminoso dar na primeira noite. Tinha medo de nunca conseguir algo sério fazendo isso e de ficar pra titia. Hoje eu acho que o cara que quer ficar comigo tem que querer estar ao meu lado porque me admira e não porque eu dei ou deixei de dar no primeiro encontro. Se alguém me julga ou me define por uma noite de sexo, que bom que não estamos juntos. Uma vez, saí com um cara que conheci no Tinder. Tomamos uns drinks e a conversa foi tão boa que no fim da noite ele me convidou de um jeito fofo pra ir pra casa dele. Eu - bem sincera - disse que até tinha vontade de ir, mas que não ia. - Por que? – Perguntou ele. - Porque não estou depilada. – Miss sinceridade. - Vamos ao natural então. E fomos. O sexo não foi bom, a gente não tinha intimidade e pra mim isso faz toda a diferença do mundo. Mas isso é meu. Talvez pra você isso seja diferente. No meu caso, uma relação sexual vai muito além do prazer, então estar com alguém que só quer gozar não funciona. E não funcionou. Mas a dormida de conchinha foi uma delícia, ele me chamou de linda, de princesa e fez valer a noite. No dia seguinte quem me visse na rua sorrindo para a árvore e cantando com os passarinhos não teria dúvida: “Essa aí deu a noite toda”. Não, eu não dei a noite toda. Eu me senti amada a noite toda. E no fundo, naquele momento, era só isso que me importava. Mesmo que seja um amor de algumas horas ou uma noite. Eu não estou atrás de um amor pra vida toda, ainda mais num mundo onde tudo – até a gente - tem data de validade. Hello sociedade líquida! Já diria meu querido Zygmunt Bauman. Deixe que os outros digam, deixe que os outros julguem. Quem deve avaliar se vale a pena ou não é apenas você. Se o outro tem muito tempo pra se ocupar com a sua vida, isso significa que a dele deve estar bem sem graça e ele sim precisa de uma noite enlouquecida com alguém que não sabe nem o nome. dilma-joinha
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Carência
17 de julho de 2015 at 01:55 0
Estou carente. Muito, pra caralho. Veio do nada, entrou sem pedir licença, sem bater na porta, mal educada que é. As tarefas do dia terminaram e bum! Quando vi, já tinha sido dominada e amarrada por ela, maldita carência. Recebi um newsletter de um psicólogo propondo: toda vez que sentir vontade de pegar o celular ou entrar numa rede social, experimente entrar em contato com uma pessoa de verdade. Amigo, a proposta é linda, mas a carência não agendou hora e resolveu chegar na calada da noite, quando não tem ninguém por perto. Nesse exato momento, estou sozinha em casa e não posso ter contato nem com o porteiro do meu prédio, que só trabalha durante o dia. Entrei no facebook umas 5 vezes, não resolveu. Duas entradas no Instagram, um post. Entrei de novo pra ver quem tinha curtido. Meu número de posts está diretamente relacionado ao meu índice de carência. Mudo a estratégia e me aventuro no Whatsapp que está às moscas. Nem um grupozinho sequer pra dar um alô, falar coisas que não quero saber, mas que poderiam funcionar me entretendo nesse momento. Cenário perfeito pra enlouquecer de carência. carencia Primeiro pensamento “pra quem posso ligar?” Viro o Gabriel pensador no 2,3,4,5 meia,7,8. Alô? Minha opção número um está muito ocupado e só vai aparecer depois da meia noite. Converso com outra amiga que está longe e até me ajuda, mas não resolve. “Escreve sobre isso no #TudãoDaLola de hoje. Pelo menos transforma o que você está sentindo em alguma coisa.” – Ela aconselha. Coloco no Google a palavra carência pra ver o que aparece. Falta de algo necessário, privação de. Necessidade afetiva. Depois leio um texto sobre carência num site qualquer onde uma mulher conta que toda vez que se sentia carente ia pro shopping comprar alguma coisinha e depois comia na praça de alimentação, pra ficar ali observando o movimento. Depois que tratou na terapia ela compra no máximo um cafezinho. Não, ainda não é isso. Minha carência pede toque, presença, cheiro, temperatura. O galerão da praça de alimentação e aquele barulho de senha - próximo, por favor! - não vão ajudar. Minha necessidade é física. Entro no Tinder, deslizo com o dedo por umas 30 fotos e só aperto X. Algumas pessoas comem, outras bebem, alguns compram e outras pelo visto resolvem no cafezinho. A carência bate e tentarmos fechar esse buraco – ou a sensação de falta - com algo que nos dê prazer. Mas nada disso resolve porque o prazer passa. Você pode até ficar muito feliz nos primeiros goles, nas primeiras mordidas ou na hora que sai da loja cheia de sacolas (rycah!). Mas essa sensação é efêmera, como fogo de palha e assim que vai embora, um beijo pra você querido que agora está de ressaca, mais gordo, pobre e ainda por cima CARENTE. Good News: o vazio faz parte da nossa natureza. Não tem tinder, facebook, amigo, família, peguete, namorado, macumba ou magia que faça desaparecer. Mas existe sim, uma forma de atenuar tudo isso e ela está ao alcance de todos. Concentre-se na sua respiração. Pode parecer muito simples e na verdade é sim. Respirar a gente não para nunca. Mas respirar consciente é uma coisa que fazemos muito pouco. Bateu o buraco existencial, carência, saudade ou aquele sensação que aperta no peito e dá um desespero? Respire. Isso tudo vai perder a dimensão e se tornar bem menor. Prometo que não dói e ainda é rápido. Inspire, expire. Respirar centraliza, como uma âncora que nos segura no oceano revolto da nossa mente. Respirar nos coloca no presente, no aqui e traz junto uma sensação de que está tudo bem. E de fato está. Garanto que é melhor que qualquer rombo no cartão de crédito. Eu respirei e passou. E o que não é passageiro nessa vida? Motorista e cobrador de ônibus. *Acabo de escrever esse texto e meu telefone toca. Uma amiga está na esquina da minha casa e perguntou se podia subir com cervejas. Breath. IMG_20150716_234407  
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Peladona na Pracinha
9 de julho de 2015 at 18:56 0
Estar nu, pelado, peladão. Isso é uma das coisas mais raras que fazemos nos dias de hoje. E não vale dizer que você fica nu todo dia pra tomar banho, que curte dormir pelado ou lembrar daquela única aventura com os amigos na praia de nudismo, com toda a vergonha do mundo e que você talvez nem tenha pisado na areia, porque pra pisar precisa tirar a roupa. Eu adoro ficar pelada. Amo mesmo, mas todo dia quando acordo visto uma roupa. Por que? Porque me ensinaram que é assim e pronto. Porque vivo num esquema – grupo de pessoas amontoadas – ou sociedade onde a nudez é proibida e castigada. Caso eu decida sair na rua agora pelada, sou presa. Coitada daquela menina, tão linda, tinha tanto potencial, mas foi presa. Cometeu um crime. O que ela fez? Matou alguém? Não, pior, mostrou o corpo. Peladona na pracinha. peladona-na-pracinha Enquanto isso num dia de Sol, homens andam pelas ruas expondo seus mamilos. Do que eu estou reclamando? Posso mostrar os peitos na Sapucaí em rede nacional num período específico do ano que está tudo bem. Calcinha, meia, soutien, blusa, calça, casaco, cachecol.  Me escondo dentro de diversas camadas.  Aproveito e escondo outras coisas também: o que penso, o que sinto, o que sou. Tudo por debaixo da roupa. Assim fica mais fácil play the game. Menos verdadeiro também. Mas afinal, quem precisa de uma vida mais verdadeira, com relações mais honestas e vínculos mais profundos? Aí vêm os artistas, aqueles maluquinhos da sociedade e ficam nus por aí. Fazem arte com nudez. Mostram corpos. Desnecessário. Parece falta do que fazer. Pra que isso? Pra questionar aquilo que está posto. Aquilo que chamamos de verdade. Imagina se algum maluquinho nunca tivesse questionado que a Terra é quadrada e que somos o centro do Universo? Que menstruação é coisa do demônio? Ou que manga com leite pode matar? Viveríamos até hoje acreditando na história pra boi dormir que os donos das fazendas inventaram pra que os escravos não tomassem o seu leite. Não sabia? Agora sabe. Na época, leite era uma iguaria e manga tinha pra tudo quanto é lado. Ufa, ainda bem que existem os maluquinhos, né? terra-quadrada Eu sei que é muito louco imaginar uma sociedade onde todos possam andar nus. Também me parece estranho pensar em mulheres andando sem camisa pela rua. Mas isso faz parte do novo. O diferente sempre causa estranhamento num primeiro momento. Depois acostuma e vira normal. Como quando você se acostuma com a beleza daquela vista incrível ou daquela pessoa que você vê todos os dias e nem acha mais tão bonita assim.

A vista é a mesma. A pessoa também. O que muda é o nosso olhar pelas coisas.

O que não dá é continuar achando que Coca Cola é remédio pra dor de cabeça e distúrbios nervosos. Acredite, foi assim que o seu refrigerante preferido começou a ser comercializado. Então abra a felicidade e abra essa cabeça que aí dentro tem muito mais espaço e possibilidades pra descobrir do que você e eu podemos imaginar. Pra quem está escondido embaixo das roupas/camadas/proteções (chame como quiser) o mundo continuará pra sempre quadrado.  
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