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Amor No Ventilador
#AmorNoVentilador – Adolescência!
25 de outubro de 2015 at 22:31 0

Quando somos adolescentes temos tantas questões, tantas dúvidas. Não sabemos se casamos ou se compramos uma bicicleta. Não sabemos o que fazer com tantas vontades, com tantas curiosidades, com tanta fome que temos dentro da gente de conhecer o mundo, as pessoas, os gostos, as ondas e a nós mesmos. Inspira. Expira. Sofremos com nossas interrogações, sofremos com as respostas dos “adultos” às nossas vontades não concebidas, sofremos com paixões platônicas, sofremos com nossa falta – ou excesso – de coragem, sofremos com nosso sofrer. Uma hora queremos ser notados, colocar um holofote sobre nossas cabeças pra que todos olhem em nossa direção, escutem nossas bobagens e riam com elas ou escutem os nossos gritos mudos e nos salvem daquilo que também não entendemos. Outra hora queremos que o chão se abra e nos engula, nos levando pro centro da Terra onde ninguém nunca mais vai nos ver ou saber de nossa insignificante existência. Inspira. Expira. Nessa época somos obrigados a decidir que profissão iremos seguir pro resto de nossas vidas, não queremos mais depender dos pais, e, uma vez que já vencemos há muito tempo os monstros do armário, não sabemos se estamos preparados pros monstros que habitam o mundo lá fora. Muita vontade e pouca experiência. Muita interrogação e pouco colo, afinal, já não cabemos mais nele. Muita disposição, mas muito, muito frio na barriga. Isso sem falar no nosso corpo que já tem formas diferentes e às vezes nos dá a impressão de estarmos dentro do corpo errado. Um pelo num lugar esquisito, as espinhas que insistem em nascer na ponta do nariz, os braços que cresceram rápido demais e o resto do corpo ainda não acompanhou e por aí vai.

Inspira. Expira. Eita fasezinha confusa, estranha e... feliz! Não existe outra fase de tantas transformações e descobertas como essa. Normalmente é quando conhecemos os amigos que vão estar ao nosso lado pro resto das nossas vidas, experimentamos aventuras como dirigir um carro, sair a noite pra dançar, o primeiro beijo na boca, a independência, o primeiro porre, a primeira transa, viajar com os amigos. Ainda vamos fazer muito de tudo isso ao longo da vida, mas nunca mais vai ser a primeira vez. Isso porque ainda não aprofundamos os assuntos do coração, aquela sensação desconhecida do coração disparando, as pernas bambeando, a cabeça entrando em parafuso, mas posso garantir que essa parte, ao contrário das outras, não vai mudar muito com o decorrer da vida. Paixão é paixão em qualquer idade. Vai se acostumando!

Inspira e vai. Rumo ao desconhecido.

Dá uma olha no vídeo que eu fiz com a querida escritora Thalita Rebouças sobre Adolescência!

 
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Não leia esse texto
16 de outubro de 2015 at 04:17 0
Ler é estúpido. Estou desesperada. Tenho 6 livros na cabeceira da minha cama.Todos comecei a ler e não terminei. Olho pra eles e não quero voltar a ler nenhum. Nota mental: comprar um livro novo. Preciso? Livros são sempre bem vindos. Mas não, eu não preciso. Quer dizer, todos os livros que já comprei eu precisava MUITO na hora que estava na livraria e decidi levar. Nota mental daquele momento mágico na livraria: como pude viver sem ter lido esse livro até hoje? Compro. No máximo 3, mas às vezes 4.    Tenho dois tios que não lêem nada. Nem jornal, nem revista, nem Facebook. São riquíssimos, mas não lêem. Não sei porque fiz essa comparação. Ah sei, mas isso é tema pra um próximo #tudão. Da onde veio essa história de que ler é importante?  Se você é da turma dos meus tios que acha que ler é estúpido, você está certo. Pare de ler esse texto e vá fritar batata frita. batata Chego em casa e começo a ler. Descubro que aquele livro descoberta do ano que eu acabo de comprar não era tão necessário assim. Insisto, não rola, paro, vou fritar batata frita. Pronto, mais um livro sem fim, órfão de mim. Tenho um amigo que termina de ler todos os livros que ele começa. Na boa, pago um pau pra ele. Não no sentido literal, até porque tenho certeza que ele não está disponível pra que eu pague esse pau (a fruta dele é outra), mas no sentido literário sim. Ha! Olha ela, brincando com as palavras literal e literário. Queria ser que nem ele. Ele também brinca com as palavras, mas não gosta de gente que usa a palavra literal(mente) do modo errado. Eu posso não terminar de ler livros que começo, mas uso a palavra literal(mente) do jeito que eu quiser.

E eu também roubo, mas não no sentido literal. Leia e descubra.

Nunca roubei livros, nem nunca roubei um livreiro. Só roubei na Disney, uma experiência traumática que quase acabou com a minha viagem de 15 anos. Quando leio, eu roubo é de mim mesma. Pulo páginas do livro que estou lendo, às vezes capítulos. Esse não, esse não, hummm, chato, esse não também. Posso viver sem saber disso e ah.. olha só, acabou o livro. Acabei de ler o livro. Ladra. Minha mãe diz que eu leio muito. Ela fala como se o tanto que alguém lê fosse diretamente proporcional ao quão genial a pessoa é. É? Tudo que eu leio eu esqueço. É? É, esqueço. Os livros que terminei de ler não me lembro mais do começo, do meio e vou me esquecer em breve do fim.

Os índios são como os meus tios, não lêem.

Não to falando do índio de bermuda, internet, que pega gripe e toma Fanta laranja. Esses já estão fritando batatas. Minha cabeça está a mil. Dizem que os livros vão acabar com a revolução dos eletrônicos. Tem outros que dizem que vai ser que nem o rádio, não vai acabar nunca, mesmo com a tomada das TVs. Tem a galera que ama o cheiro do papel e a sensação de abrir um livro, mas um dia essa galera vai morrer. Meus tios que não lêem não estão nem aí. Estão muito felizes com seus Iphones de última geração e com a nova versão do Candy Crush. Já tomei um litro de chá de camomila frio e não funcionou. Minha mãe está do meu lado, querendo saber sobre o que vou escrever hoje. Sobre muitas coisas, mãe. Escrevo sobre os livros - órfãos da minha cabeceira. Não sei porque leio. Não sei porque você me lê. Minha mãe começa a meditar, fofa. Eu bombo de escrever sobre não ler. Olho pro lado e a cabeceira está me encarando... Num ataque fatal, ela lança os 6 livros - órfãos na minha cara. Eles estão afiados como lâminas e cortam meu rosto. Começo a sangrar, entro em desespero. Minha mãe medita serenamente.

Pulo em cima da cabeceira e começo a estrangula-la.

Os livros órfãos voam em rasantes tentando me cortar mais. Grito: “Ler é estúpido! Meus tios ricos não lêem!”. Descubro tarde demais que a cabeceira é faixa preta no jiu-jitsu. Ela me ataca em 3 golpes precisos e antes que eu possa revidar, me finaliza num mata leão. Não satisfeita, enfia os 6 livros - órfãos na minha boca e me deixa morrer ali, sufocada de mim. Minha mãe sai de meditação e fica impressionada com o tanto que já escrevi. Tá rendendo heim filha? Tá sim, mãe. Tá com fome? Ela traz uma pera. Suculenta e literal. Eu como, tensa, encarando a cabeceira que não me matou dessa vez por piedade.“Na próxima você não me escapa”- disse a cabeceira num ranger de dentes. Tudo o que eu escrevo é estúpido. Deveria fritar batatas e ler menos. Um amigo diria, literalmente.  
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Livros, News
Tá na moda colorir: de surubas a jardins secretos, qual você escolhe?
22 de abril de 2015 at 01:59 0

Colorir livros com desenhos deixou de ser coisa pra crianças!

Com motivação antiestresse ou por passatempo, surgiram no mercado vários livros em que você pode se distrair colorindo desenhos lindos!

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O mais famoso deles é o "Jardim Secreto", de Jhanna Basford, editora Sextante. Lindas paisagens de jardins, ilustrações ricas em detalhes e uma caça ao tesouro podem te prender por horas. Uma ótima pedida pra todas as idades brincarem de ser artista.

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Na mesma linha, temos também o Mindfulness, de Emma Farrarons, editora Record. Repleto de cenas belíssimas e padrões sofisticados que o convidam a meditar sobre uma obra de arte enquanto serenamente preenche as páginas com cores.

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Outra opção, também da editora Record, é o livro "Mãe Eu Te Amo Com Todas As Cores", de Christina Rose. As lindas e detalhadas ilustrações de Mãe, te amo com todas as cores vão levar sua mãe a uma jornada de paz e serenidade (assim a gente espera!), enquanto as citações sobre a maternidade vão lembrá-la de quanto ela é especial. Cada uma das cinquenta ilustrações traz no verso uma frase especial, possibilitando que a página seja recortada e emoldurada.

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O último lançamento, seguindo essa linha de livros para colorir, promete antiestresse de uma maneira mais divertida e ousada! O livro "Suruba de Colorir", de Bebel Abreu, em dois volumes, com ilustrações dos artistas Laerte, Adão Iturrusgarai e João Montanaro, trazem divertidas cenas de surubas malucas.

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Xico Sá assina o prefácio do livro e fala sobre a força da suruba para "derrubar barreiras de classe e, dependendo dos bons dotes, até promover justa ascensão social".

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Os livros Jardim Secreto, Mindfullness e Mãe, te amo em todas as cores, podem ser encontrados em diversas livrarias e sites. Já o Suruba de Colorir, está a venda em poucos pontos e pelo site da autora, clica aqui!

E aí, já sabe qual vai querer?

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