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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Gorila do amor
13 de novembro de 2015 at 23:38 0
A Disney faz muito bem o papel de alimentar o conto de fadas no nosso imaginário do amor. A gente espera o homem ideal, o beijo que encaixa, o sexo de cinema e aí vem a vida,  joga uma bomba de merda no seu castelo encantado e faz muito bem o papel de te dar o choque de realidade necessário enquanto te diz lide com isso bitch, ninguém disse que seria fácil. Minhas primeiras experiências amorosas foram como quando aquela criança toda empolgada abria a porta dos desesperados do Sérgio Mallandro na expectativa de ganhar a bicicleta, mas aparecia o gorila – UM TERROR. porta O primeiro beijo aconteceu porque tinha acabado de me mudar de cidade e queria me enturmar com as minhas novas – e únicas amigas – que já tinham dado os seus respectivos first kiss de língua. Pra não ficar de fora da turma, menti que já tinha beijado 3 (ousada) na minha outra cidade, mas na verdade estava muito ocupada subindo árvores, comendo goiaba com bicho e brincando de guerra de cocô de vaca na fazenda (uiiii, que porca ela). Para resolver a situação beijei logo um loirinho que morava no prédio da minha nova – e quase única – amiga. Detalhe: ele já tinha beijado ela também. Na época não tinha whatsapp, então a gente gastava o tempo vivendo, beijando, essas coisas que não fazemos mais porque estamos muito entretidos com os nossos grupos e áudios. Foi tudo planejado. Treinei algumas vezes no espelho da penteadeira da minha mãe antes. Tentava limpar o melado da baba pra não deixar rastros. Experimentei a técnica do gelo e da laranja também. Todas devidamente pesquisadas no “Cadê?” ou na revista teen mais próxima. Rolou no play do prédio daquela amiga. Ele me pediu em namoro no mesmo dia e eu aceitei. Foram 14 dias de namoro que terminou porque o loirinho-malandro beijou uma outra – e quase única – amiga, pedindo ela em namoro já na sequência. Bobo nada. Terminamos por telefone. Fingi que não me importava por estar sendo trocada, da mesma forma que a gente costuma fingir as coisas quando quer se proteger: botando uma muralha da China entre a gente e o mundo e gritando lá do alto tá tudo bem! Mas lembro até hoje dessa ligação. Ali se formava a minha primeira frustração amorosa. Pausa dramática. O namoro deles não durou. Minha amizade com elas também não. Ainda bem, porque amiga que é amiga faz guerra de cocô de vaca comigo (só tem que ser seco. uiiii). Mas a ferida a gente guarda e carrega, como aquele pacote de chiclets esquecido dentro da bolsa.

A primeira vez foi com um cara que já tinha namorado uma ex amiga.

Fui uma vaca, mas estava apaixonada. Ele também foi uma vaca, mas só queria me comer. Eu queria um amor, ele uma gozada. Vai controlar os hormônios de uma adolescente com ovários policísticos e de um adolescente que não pode ver um buraco no chão e já fica "mexido"? Foda. Sofri em todas essas vezes e outras incontáveis. Por me machucar, machucar o outro ou por ser machucada. Aí percebi que poderia continuar repetindo os padrões da frustração ou poderia criar coragem para abrir a bolsa e mexer naquele chiclets esquecido lá no fundo.  O problema é que ele já tinha derretido e melado tudo, então ou eu jogava fora a bolsa ou eu limpava. Como no caso a bolsa sou eu e eu não tem troca, aqui estou, desgrudando pedaços de chiclets até hoje. Assumindo a minha responsabilidade quanto a isso. Todo dia um novo pedaço. Todo dia, tudo de novo, mas sempre diferente. HOJE, como eu posso fazer diferente? Aí a gente abre a porta e pode não ter a bicicleta, mas o Gorila tá ali, sorrindo pra você. bebes-da-parmalat-gorila
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Cinema, News
Assista o trailer de “Procurando Dory”!
11 de novembro de 2015 at 11:59 0
Quem não ama essa peixinha maluca e esquecida que todos nós conhecemos em "Procurando Nemo"? Quem não ficou anos com a seguinte frase na cabeça, "P. SHERMAN, 42 WALLABY WAY, SYDNEY.", de tanto que ela repetia? Dory, vai ganhar seu próprio filme! E a aventura dessa vez será encontrar sua família! Veja o trailer dublado: "Procurando Dory", que no áudio original do filme tem a voz da peixinha feita por Ellen DeGeneres,  vai se passar seis meses depois do primeiro filme e foca na busca de Dory por sua origem, que ela descobrirá estar ligada a uma instituição de preservação da vida marinha na Califórnia, de acordo com Jim Morris, presidente da Pixar. O filme também é dirigido por Andrew Stanton que fez "Procurando Nemo" em 2003 e chegará aos cinemas em junho de 2016! procurando-dory-cartaz  
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Não leia esse texto
16 de outubro de 2015 at 04:17 0
Ler é estúpido. Estou desesperada. Tenho 6 livros na cabeceira da minha cama.Todos comecei a ler e não terminei. Olho pra eles e não quero voltar a ler nenhum. Nota mental: comprar um livro novo. Preciso? Livros são sempre bem vindos. Mas não, eu não preciso. Quer dizer, todos os livros que já comprei eu precisava MUITO na hora que estava na livraria e decidi levar. Nota mental daquele momento mágico na livraria: como pude viver sem ter lido esse livro até hoje? Compro. No máximo 3, mas às vezes 4.    Tenho dois tios que não lêem nada. Nem jornal, nem revista, nem Facebook. São riquíssimos, mas não lêem. Não sei porque fiz essa comparação. Ah sei, mas isso é tema pra um próximo #tudão. Da onde veio essa história de que ler é importante?  Se você é da turma dos meus tios que acha que ler é estúpido, você está certo. Pare de ler esse texto e vá fritar batata frita. batata Chego em casa e começo a ler. Descubro que aquele livro descoberta do ano que eu acabo de comprar não era tão necessário assim. Insisto, não rola, paro, vou fritar batata frita. Pronto, mais um livro sem fim, órfão de mim. Tenho um amigo que termina de ler todos os livros que ele começa. Na boa, pago um pau pra ele. Não no sentido literal, até porque tenho certeza que ele não está disponível pra que eu pague esse pau (a fruta dele é outra), mas no sentido literário sim. Ha! Olha ela, brincando com as palavras literal e literário. Queria ser que nem ele. Ele também brinca com as palavras, mas não gosta de gente que usa a palavra literal(mente) do modo errado. Eu posso não terminar de ler livros que começo, mas uso a palavra literal(mente) do jeito que eu quiser.

E eu também roubo, mas não no sentido literal. Leia e descubra.

Nunca roubei livros, nem nunca roubei um livreiro. Só roubei na Disney, uma experiência traumática que quase acabou com a minha viagem de 15 anos. Quando leio, eu roubo é de mim mesma. Pulo páginas do livro que estou lendo, às vezes capítulos. Esse não, esse não, hummm, chato, esse não também. Posso viver sem saber disso e ah.. olha só, acabou o livro. Acabei de ler o livro. Ladra. Minha mãe diz que eu leio muito. Ela fala como se o tanto que alguém lê fosse diretamente proporcional ao quão genial a pessoa é. É? Tudo que eu leio eu esqueço. É? É, esqueço. Os livros que terminei de ler não me lembro mais do começo, do meio e vou me esquecer em breve do fim.

Os índios são como os meus tios, não lêem.

Não to falando do índio de bermuda, internet, que pega gripe e toma Fanta laranja. Esses já estão fritando batatas. Minha cabeça está a mil. Dizem que os livros vão acabar com a revolução dos eletrônicos. Tem outros que dizem que vai ser que nem o rádio, não vai acabar nunca, mesmo com a tomada das TVs. Tem a galera que ama o cheiro do papel e a sensação de abrir um livro, mas um dia essa galera vai morrer. Meus tios que não lêem não estão nem aí. Estão muito felizes com seus Iphones de última geração e com a nova versão do Candy Crush. Já tomei um litro de chá de camomila frio e não funcionou. Minha mãe está do meu lado, querendo saber sobre o que vou escrever hoje. Sobre muitas coisas, mãe. Escrevo sobre os livros - órfãos da minha cabeceira. Não sei porque leio. Não sei porque você me lê. Minha mãe começa a meditar, fofa. Eu bombo de escrever sobre não ler. Olho pro lado e a cabeceira está me encarando... Num ataque fatal, ela lança os 6 livros - órfãos na minha cara. Eles estão afiados como lâminas e cortam meu rosto. Começo a sangrar, entro em desespero. Minha mãe medita serenamente.

Pulo em cima da cabeceira e começo a estrangula-la.

Os livros órfãos voam em rasantes tentando me cortar mais. Grito: “Ler é estúpido! Meus tios ricos não lêem!”. Descubro tarde demais que a cabeceira é faixa preta no jiu-jitsu. Ela me ataca em 3 golpes precisos e antes que eu possa revidar, me finaliza num mata leão. Não satisfeita, enfia os 6 livros - órfãos na minha boca e me deixa morrer ali, sufocada de mim. Minha mãe sai de meditação e fica impressionada com o tanto que já escrevi. Tá rendendo heim filha? Tá sim, mãe. Tá com fome? Ela traz uma pera. Suculenta e literal. Eu como, tensa, encarando a cabeceira que não me matou dessa vez por piedade.“Na próxima você não me escapa”- disse a cabeceira num ranger de dentes. Tudo o que eu escrevo é estúpido. Deveria fritar batatas e ler menos. Um amigo diria, literalmente.  
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Cinema, News
“O Bom Dinossauro” – filme da Disney Pixar ganha novo trailer!
21 de julho de 2015 at 23:03 0
Dia 07 de janeiro de 2016 chegará aos cinemas essa animação muito fofa da Disney Pixar: "O Bom Dinossauro"! "E se o asteroide que mudou para sempre a vida na Terra não tivesse atingido o planeta e os dinossauros nunca tivessem sido extintos?" essa é questão que a animação levanta pra dar início a muita aventuras entre o dinossauro Arlo e seu amigo, uma criança fofa com carinha de "bebê da idade das pedras". o-bom-dinossauro-trailer O filme é dos mesmo criadores de "Nemo" e "Toy Story"! Confere um pouquinho da hisória no novo trailer nacional que lançaram hoje: https://youtu.be/vxevns18u0U
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