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acabou o amor

#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Carta ao Estuprador
2 de junho de 2016 at 16:49 0

Querido estuprador,

Soa estranho te chamar assim. Estuprador. Essa palavra sai enviesada da minha boca. Carrega culpa e dúvida. Como assim estuprador? Você tem certeza do que está dizendo? Não, não tenho.

Então vamos começar de novo.

Querido,

Esse mês eu faço 28 anos. Passaram-se 13 anos desde aquela noite, e hoje me vi chorando por isso. Acho que você não faz idéia do que eu estou falando. “Que menina louca”. Eu não te culpo, também pensaria a mesma coisa.

Na verdade, durante esses 13 anos, foi exatamente isso que pensei. Que menina puta, que menina vadia, que menina inconsequente, que menina que não se dá valor. Essa menina não merece ser amada, não merece ser respeitada. Essa menina não merece nada de ninguém. Ela não presta mesmo.

Essa menina tinha 15 anos naquela noite, e você, pelos meus cálculos, 16. Ela tinha perdido a virgindade dois dias antes com um amigo seu, e acho que você sabia disso. Você ainda era virgem, e ela usou esse fato como escudo por muitos anos.“EU JÁ TIREI A VIRGINDADE DE UM MENINO”. Já escutei ela bradando isso diversas vezes por aí. Isso sempre a protegeu, a colocando num lugar superior, de mais forte. Ela nunca tinha olhado pra situação de outra forma.

Antes daquela noite, ela já tinha te visto num churrasco. Te achava muito bonito, sabia? Achava que você tinha um charme, alguma coisa diferente. Mas ela também gostava do seu amigo, com quem ela tinha perdido a virgindade dias antes. Mas isso não quer dizer que ela seja vadia não. Talvez tenham até te ensinado isso, e ela não te julga. Que mulher de muitos é puta (puta como algo negativo, desmerecedora de valor), que o certo deve ser uma pessoa para um coração. Ela te entende. Vivemos num modelo social que prega a monogamia, a constituição clássica de família. Mas vou te contar uma coisa – por mim e por ela – dentro de um coração podem caber dois, três ou quantos seres aquele coração amar. Isso não torna o coração melhor ou pior, mais ou menos puto; isso é apenas um coração cheio de amor. Você não concorda?

Ela podia não te conhecer ainda, mas no coração dela tinha espaço pra você desde o primeiro momento em que ela te viu. Intuição sempre foi uma característica dela. Então, quando aquele novo-amigo-em-comum disse que você iria à casa dele e a convidou, ela viu ali uma oportunidade de te conhecer.

Antes de ir, ela encontrou na portaria do prédio dela o vizinho traficante e fez a encomenda: um tubinho de clorofórmio com pedaços de bala halls de morango no fundo. Ela chegou antes, nervosa. Você chegou um pouco depois, e ela lembra de você entrando, tímido. Lembra de você e do amigo-em-comum saindo pra comprar bebidas. Lembra dela começando a cheirar o tubinho da bala de morango.

E depois ela tem flashes.

Flashes de vocês chegando com as bebidas.

Escuro.

Escuro

Escuro.

Um único flash de um pinto. Entrando e saindo.

E depois, escuro de novo.

E aí, não se desespere. As lembranças voltam, com ela de blusa e calcinha, correndo pelo corredor daquele apartamento, muito feliz. A calcinha tinha uma estampa com dois olhos. Olhos que viram muito mais do que ela. Porque ela não sabe como, não sabe de que forma, nem em qual posição. Não sabe se vocês usaram camisinha. Não sabe nem se vocês se beijaram. Mesmo que fosse só isso que ela queria.

Depois, o escuro foi iluminado com um e-mail na caixa de entrada, com várias fotos tiradas por você e pelo novo-amigo-em-comum naquela noite. Ela na sala, apagada no chão, com o peito pra fora. Foi há 13 anos atrás, mas ela ainda se lembra da roupa: blusa preta com top branco. Aquelas imagens a atormentaram até que ela conseguiu recuperar o cd com o amigo-em-comum e o quebrou. Mas o medo permaneceu latente. Será que você tinha as fotos guardadas em algum outro lugar? Talvez você ainda tenha numa pasta escondida naquele computador velho. Sim, 13 anos e ela ainda pensa nisso.

Mas não sempre. Agora, ela brinca com outros nomes, outros personagens e hoje conta histórias, que ironia, histórias de amor, ou da falta dele. Quando o amor acaba, sabe? Os terapeutas dizem que isso é um sintoma de quem já sofreu abuso. Ela não sabia que criar novas personalidades era uma forma de se proteger. Olha que bonito.

Estuprador querido,

Essa palavra agora sai menos torta da minha boca. Eu demorei 6 anos pra conseguir, de fato, me entregar pra um relacionamento com um homem. Eu namorei uma mulher antes disso porque não confiava no sexo oposto. Demorei muito pra conseguir gozar com um cara e me culpo desde então por aquela noite. Fui humilhada por ter feito sexo com dois amigos num espaço de poucos dias e tive certeza de que tudo aquilo era minha culpa, minha responsabilidade e de que eu merecia pagar o preço. Afinal, fui eu que levei a droga. Fui eu que cheirei a droga. Fui eu que apaguei, certo?

Errado. Abuso de vulnerável é estupro.

Bêbada, dormindo, inconsciente ou gritando. É estupro.

Eu precisei que 30 homens estuprassem uma menina de 16, que uma sociedade inteira duvidasse e julgasse a vítima, pra perceber que eu também já tinha sido estuprada.

Se eu pudesse voltar no tempo, se pudesse voltar naquela noite, eu te pediria pra que, quando você me visse apagada no chão, não tirasse fotos. Se eu pudesse rebobinar a vida, pediria que você me desse a mão e me tirasse, com cuidado, daquele chão, mas não que me levasse pro quarto e tirasse a minha roupa; apenas que me “colocasse” pra dormir.

Depois dessa noite, eu ainda alimentei uma paixão doentia por você. Era completamente fissurada em você e não entendia aquele processo. Até hoje eu ainda sonho com você. Freud deve explicar. Eu achava que era um encontro de almas, mas não tinha nada a ver com isso. Naquela noite você arrancou um pedaço da minha alma.

Descobri que o pior não é a dor da falta. O pior é a dor de não perceber que está faltando.

E que esse pedaço esteve esse tempo todo aí com você.

Querido,

Você fez isso e eu te perdoo. Você fez isso porque te ensinaram que esse é o lugar da mulher. Você não fez isso porque você é doente. Talvez você nunca nem mesmo aceite ter feito isso e continue com o mesmo pensamento: “Que mulher louca, eu só comi ela drogada há muito tempo atrás e agora ela vem dizer que é estupro”. Eu entendo se você cultivar esse pensamento. Eu mesma o cultivei até agora. Isso também te protege. Ninguém quer estar no lugar do abusador. Você é fruto da nossa cultura de estupro, machista, que alimenta a ideia de que mulher vulnerável deve ser comida, que você, como homem, deve tirar melhor proveito da situação. Que só assim você é macho de verdade.

Mas pra mim você teria sido muito mais macho se tivesse esperado o efeito da droga passar; se, juntos, tomássemos a decisão de fazer ou não o sexo. Você seria macho alfa, espada, cabra-macho, rei da floresta, ou qualquer outro termo, se essa experiência não fosse apenas um apagão traumático de dor na minha lembrança.

Infelizmente, naquela noite, você não foi homem. Então, se um dia você tiver a chance de fazer diferente, faça. Se um dia você tiver um filho, ensine-o a respeitar as mulheres e, principalmente, ensine que a gente nunca deve tomar pedaços do outro sem o seu consentimento consciente.

Isso é por todas nós.

Com respeito,

Eu e Ela.

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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Vai dar um pouco de…
2 de maio de 2016 at 20:57 0
“Vai dar um pouco de cu”. Recebi essa mensagem de um leitor em resposta ao último texto que escrevi. Resolvi mandar print pra um grupo de amigos pelo Whatsapp pra saber a opinião deles, mas aí descobri que o aplicativo tinha acabado de ser bloqueado. Me disseram, baixa o Telegram. Não sou obrigada. Por isso tentei fazer uma ligação pra um dos amigos do grupo pra contar o que tinha acontecido e ter algum apoio. Mas aí descobri que os telefones também tinham sido bloqueados. Parece que uma quadrilha usou do instrumento para assaltar um banco e eles estavam investigando a real participação e culpa dele, o telefone, no caso. Tadinho, não teve nada com isso - me disseram - mas não esquenta, manda uma carta. Achei aquela história de carta muito recatada pro meu gosto, então resolvi escrever um email. Mensagem escrita, print anexado, clico enviar e surge um pop up: “Para liberar seu acesso a essa ferramenta, por favor, responda a pergunta - A família tradicional brasileira é constituída de: a)uma mulher, um homem, filhos b)pessoas que se amam" Cliquei na opção B e meu acesso foi bloqueado. A tela ficou vermelha, Bolsonaro apareceu rindo em chamas me chamando de pecadora e na sequência meu computador explodiu. Quem mandou ser a favor do aborto, agora tenta sinal de fumaça - juro que não entendi a relação de uma coisa com a outra - mas foi o que me disseram. Só que nunca me ensinaram a fazer uma fogueira. Então achei melhor não usar de nenhum meio de comunicação (quem precisa deles?), nem mexer com fogo, era muito perigoso. Foi aí que decidi fazer como nos velhos tempos e visitar a casa dos meus amigos pra contar sobre a mensagem que tinha recebido. Estava confiante de que tinha sido a decisão certa, mas no meio do caminho fui impedida por uma blitz policial. Aquela rua tinha sido testemunha de um crime violento contra a democracia e não queria dar depoimento sobre o caso. Pra piorar, a rua tinha cuspido num dos policiais. Enquanto a rua não falasse, ninguém tinha acesso a ela. Melhor passar longe, foi o que me disseram. Por isso decidi usar telepatia. Mas como nunca treinei muito bem a técnica ao invés de acessar a mente de um amigo, fiz contato com a Dilma. Ela tava boladona com essa história toda, mas não podia fazer nada - foi o que ela me disse - estava muito ocupada com o role do não vai ter golpe ao invés de governar o país. E ainda completou: investe na telepatia que é o melhor que você faz, pelo menos aqui eles não te grampeiam. Mas fazer telepatia dá fome, então desisti de fazer contato com qualquer um e fui ver o que tinha pra comer.  E aí foi a gota d´água. Eu tolero ficar sem whatsapp, tolero ter o acesso a internet controlado pela bancada religiosa, tolero perder o direito de ir e vir,mas não tolero só ter coxinha ou pão com mortadela pra comer. Onde é que ficam os vegetarianos nessa putaria? Não escrevi, não liguei, não visitei, não comi e nem dei um pouco de cu. Fimwhatsapp-bloqueado
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Desculpe se eu fui um babaca
21 de janeiro de 2016 at 21:10 1
Recebi uma mensagem inusitada: “Oi, lembra de mim?” A gente teve um relacionamento pocket, mas intenso, com aproveitamento integral e de quebra, um dia dos namorados fofinho de mãos dadas, assistindo filme. Claro que eu lembro de você. A gente não apaga as pessoas da cabeça da mesma forma que apagamos uma conversa do Whatsapp. Claro que eu lembro de você. Lembro de como você primeiro ficou distante, depois estranho e por último desapareceu, sem dizer nada. Claro que eu lembro de você. Entrei no seu Facebook pra mostrar uma foto sua pra minha prima e descobri que você tinha me deletado. Como esquecer? Nosso primeiro encontro foi incrível. Ele demorou dois dias pra me beijar e meus amigos tinham certeza que o menino era gay pela demora. Eu tinha certeza que ele só tinha um ritmo mais devagar e estava adorando aquele jeito old school de conhecer alguém. Foi tudo muito legal, até que ele sumiu. Para descobrir como fazer parte do clube do babaca, consultei um dos maiores babacas do mundo, assumido de carteirinha (e um ótimo amigo, por sinal):
  • Aja como se ela(e) fosse a pessoa mais especial do mundo ou o amor da sua vida.
  • Seja perfeito, amoroso, carinhoso e depois suma, com um silêncio ou uma desculpa qualquer.
  • Ficar ocupado para sempre também funciona.
Damn. Eles são bons no que fazem. E aí você se sente um(a) idiota por ter acreditado naquilo tudo. Não que aquilo tudo não tenha sido verdade. Foi verdadeiro pra você que se entregou e acredite, foi verdadeiro pro babaca também. Ele só não dá conta de sair desse ciclo vicioso pegou, iludiu, largou. É pior que droga. Quando o babaca some, termina do nada ou te corta de forma grosseira, ele está garantindo sair por cima, evitando ser rejeitado. Ele sente que ganhou aquele jogo (que jogo?).

Ha! Te rejeitei. Agora você não pode me rejeitar mais. Bilú-bilú-tetéia.

O babaca tem medo de se envolver, de se comprometer, de criar intimidade e correr riscos, mostrando todas aquelas partes que menos gostamos de nós mesmos. Aquele seu lado grosseiro que só a sua família conhece, a remela no olho e o bafo do amanhecer que não são nada românticos. O babaca é aquele covarde que se agarra ao mastro quando o navio está afundando só por medo de se jogar no oceano (vai que o oceano rejeita ele também). Fiquei bem mal quando esse babaca sumiu. Me senti um lixo e me culpei, achando razões em mim pra ter sido descartada. Mas depois passou. Se você por algum motivo está sofrendo por um babaca alheio, permita-se. Sinta a falta, viva o vazio. Xingue o babaca (é ótimo!). Sofra por você e por ele. O babaca só abandona porque ele foi abandonado há muito tempo. Aí ele sai por aí, atrás de alguém que preencha esse buraco que o assola. Quando a sua dor passar, o babaca vai estar lá, como uma criança que perdeu a mãe no shopping, buscando alguém que supra o que ele não encontra dentro dele: amor. Mas não se engane, todos somos babacas. Em maior ou menor nível, queremos ganhar o jogo (que jogo?), sair por cima e nos sentirmos melhores por isso. Já não respondi aquela pessoa que não estava tão afim, já mostrei pros meus amigos como fulaninho queria tanto e eu não estava nem aí. Me senti melhor por isso, fodona, uma grande babaca. A diferença é o quanto você está apegada(o) a esse jogo (?!?!). Alguns já desistem da prática de primeira, outros demoram um pouco mais. Os viciados ficam lá, batendo cabeça. Descobri que o meu babaca sumiu porque voltou com a ex namorada e não sabia como dizer isso. Meses depois, ele veio se desculpar e hoje eu dou aula de yoga pra ele. Salve um babaca você também. > Já salvou um babaca? Conta pra gente a sua história com a #salveumbabaca     beach-yoga  
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Tapando o luto do término com a peneira
27 de agosto de 2015 at 14:49 1
Desde que terminei meu último namoro, sai como louca atrás de alguém para tapar o buraco do luto que tomou conta de mim. Dizem que a dor do luto do término é pior que a dor do luto da morte, porque quando terminamos um relacionamento, a pessoa morre apenas pra você. Ela continua lá, bem viva, existindo todos os dias, estudando, trabalhando, pegando o ônibus e sendo feliz – por mais doloroso que seja - sem estar ao seu lado. Ver o meu ex com uma outra pessoa depois de apenas 3 semanas que terminamos também ajudou nesse processo desorientado. Sempre fui muito competitiva. Se ele superou tão rápido, porque eu não posso superar também? Ainda não tinha entendido que ver o seu ex com outra não significa necessariamente que ele superou o término de vocês. hebe-coracao Assumi o discurso “agora estou pronta para abrir um novo ciclo”, enquanto que lá no fundo, estava desesperada pra fazer sumir aquela sensação de desamparo. Tentei de tudo. Tinder, me acabar na noite e até andar na rua procurando um novo amor (acredite, isso aconteceu). A cada novo encontro, o primeiro pensamento era “será que esse é o meu novo amor?”. Já começava a criar diversas situações na minha cabeça sobre como seria se a gente namorasse ao invés de estar ali, presente, descobrindo e experimentando as mil possibilidades que podem se abrir – ou não - num encontro.

Todas as tentativas foram frustradas, porque na verdade, eu não estava pronta porcaria nenhuma pra um novo ciclo.

Ainda estava de luto e não respeitei esse momento. Tentei ignorar, tapando ele com tudo o que era capaz. Mas sabemos que por mais que a gente esconda a poeira debaixo do tapete, ela continua lá, muito paciente, sem pressa nenhuma, só esperando chegar o dia em que você vai lidar com ela. Nas minhas aventuras por um novo amor, esbarrei com outras pessoas exatamente na mesma situação que eu e é claro que a coisa não funcionava. Era tudo muito intenso. Um tentando tapar o buraco emocional do outro, pulando todas as etapas numa ansiedade sufocadora que assim como começava, acabava. Mais rápido que fogo de palha. dilma-coracao

Em Outubro vai fazer um ano que terminei meu namoro e hoje não tenho mais vergonha em dizer que sim, ainda estou nas reminiscências de um luto.

Logo quando terminou, cheguei a pesquisar na internet quanto tempo que essa sensação bizarra poderia durar. Achei vários artigos que davam prazos diferentes de 2 meses a dois anos. Procurava um dado científico pra dar um prazo, um fim, para aquilo que não tem resposta certa. O tempo necessário é o meu, o seu e é como bunda, cada um tem a sua. Só você vai poder descobrir o tipo de experiências que precisa passar para cicatrizar e aliviar tudo isso. Dói né? Faz parte. xuxa-coracao O meu último acontecimento intenso e frustrado me mostrou uma coisa muito boa. Desde que me tornei solteira, em nenhum momento aprendi a me amar, pura e simplesmente, no sentido mais piegas mesmo. Amar minha cia, ser independente, cuidar de mim. Me vi despedaçada, tentando achar alguém e colocar toda a responsabilidade nesse outro pra me fazer feliz. Se ainda não tinha cuidado do meu jardim, como poderia querer atrair as borboletas? Resolvi arregaçar as mangas e focar em mim. Isso não quer dizer que eu não tenha recaídas. Quando menos perceber posso muito bem estar novamente carente e desesperada colocando a responsabilidade do meu bem estar no outro. Mas agora, nesse exato momento o foco sou eu. As borboletas eu já nem penso. Se vierem, venham sem pressa. To gostando cada vez mais desse jardim que está florescendo aqui dentro. silvio-santos-coracao
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Dar na primeira noite é coisa de piranha
24 de julho de 2015 at 03:55 1
Como mulheres, somos ensinadas desde sempre que dar na primeira noite é coisa de puta, piranha, vadia. Que temos que nos valorizar, valorizar nossas vaginas e segurar a onda se quisermos algo sério. O que você de fato acha disso? Muitas vezes descobrimos que um pensamento ou valor que acreditamos ser nosso na verdade é do outro, foi ensinado pelo outro e você sempre achou que era seu. Pai, mãe, professora, amigos, ou o que seja. Somos repetidores de valores dos outros. Eu passei a minha vida inteira cortando as pontas do mamão papaia porque minha mãe sempre disse que era venenoso, mas nunca vi ninguém morrer de mamão. “Coitado daquele menino, morreu de papaia”. Sempre comi bolo quente e nunca tive dor de barriga. Na categoria dos julgamentos, certo, errado, puta, vadia ou piranha é apenas um ponto de vista. Se você gosta de dar, gozar enlouquecida, se perder no sexo e está tranquila com isso, quem pode dizer que isso é errado? Deus?! Ele tem mais o que fazer do que se preocupar com quem visita e se diverte com a sua boceta, come on. Eu passei minha adolescência numa cidade que valoriza o casamento tradicional, o sobrenome e a família da onde você veio. Achava que era feio ou pecaminoso dar na primeira noite. Tinha medo de nunca conseguir algo sério fazendo isso e de ficar pra titia. Hoje eu acho que o cara que quer ficar comigo tem que querer estar ao meu lado porque me admira e não porque eu dei ou deixei de dar no primeiro encontro. Se alguém me julga ou me define por uma noite de sexo, que bom que não estamos juntos. Uma vez, saí com um cara que conheci no Tinder. Tomamos uns drinks e a conversa foi tão boa que no fim da noite ele me convidou de um jeito fofo pra ir pra casa dele. Eu - bem sincera - disse que até tinha vontade de ir, mas que não ia. - Por que? – Perguntou ele. - Porque não estou depilada. – Miss sinceridade. - Vamos ao natural então. E fomos. O sexo não foi bom, a gente não tinha intimidade e pra mim isso faz toda a diferença do mundo. Mas isso é meu. Talvez pra você isso seja diferente. No meu caso, uma relação sexual vai muito além do prazer, então estar com alguém que só quer gozar não funciona. E não funcionou. Mas a dormida de conchinha foi uma delícia, ele me chamou de linda, de princesa e fez valer a noite. No dia seguinte quem me visse na rua sorrindo para a árvore e cantando com os passarinhos não teria dúvida: “Essa aí deu a noite toda”. Não, eu não dei a noite toda. Eu me senti amada a noite toda. E no fundo, naquele momento, era só isso que me importava. Mesmo que seja um amor de algumas horas ou uma noite. Eu não estou atrás de um amor pra vida toda, ainda mais num mundo onde tudo – até a gente - tem data de validade. Hello sociedade líquida! Já diria meu querido Zygmunt Bauman. Deixe que os outros digam, deixe que os outros julguem. Quem deve avaliar se vale a pena ou não é apenas você. Se o outro tem muito tempo pra se ocupar com a sua vida, isso significa que a dele deve estar bem sem graça e ele sim precisa de uma noite enlouquecida com alguém que não sabe nem o nome. dilma-joinha
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Maratonistas do Cotidiano
4 de julho de 2015 at 19:18 25
Quando deixamos de fazer as coisas que temos que fazer.
Toda quinta feira posto um texto no #TudãoDaLola. Mas essa quinta passou sem Tudão, sexta também. O texto só veio no sábado. Na quinta à noite assim que deitei na cama lembrei "esqueci de escrever o tudão, merda". Fechei os olhos e dormi tranquila com o pensamento "tive um dia muito corrido hoje, amanhã eu escrevo”. Escrever o Tudão. Essa era uma entre as várias notas na minha agenda de quinta-feira. O dia estava entupido de coisa e eu não sabia como iria encaixar uma sentada pra escrever. Também não tinha ideia do tema. Maioridade penal? Divulgar o Acabou o Amor ? A melhor websérie sobre o amor e que por acaso eu atuo e roteirizo? Clica aqui: www.youtube.com/acabouoamor . Na dúvida e na falta de tempo, resolvi deixar pra depois, quando conseguisse uma janela pra respirar no dia. Acontece que metade dos meus compromissos foram cancelados e mesmo assim a tal janela pra escrever não apareceu, mas de forma mágica nessa mesma quinta consegui correr na lagoa, ficar duas horas numa loja de roupas, comprar livros de pesquisa e fechar  a noite fazendo sopa de couve flor com beterraba assada e tomilho. Sem contar as mil vezes que entrei no Facebook pra me sentir amada. Agora, quando alguém aparecia pra perguntar como eu estava a resposta vinha rápida e certeira: na correria. E essa é a sensação. De que apesar de estar fazendo apenas as coisas que escolho fazer, estava sempre sem tempo pra nada. Falta tempo pra escrever, mas pra fazer sopa, não.

Tempo a gente tem pro que quer ter.

Quando alguém me diz, queria tanto te ver, mas não tenho tempo, entendo com todo o amor da seguinte forma: quero te ver, mas no momento tem outras coisas que eu quero fazer mais. Ai na ordem de prioridade, você vem depois. E não fico brava por isso. Nem bato o pé cobrando ou pedindo atenção, apenas respeito. Se essa pessoa fosse minha prioridade eu ja teria dado um jeito de vê-la. Eu a adoro, mas ela não está nas minhas prioridades agora e isso faz parte. Também não posso forçar o outro a me colocar na sua lista de prioridades. E isso também faz parte. Brigar pela atenção e o tempo do outro é uma guerra perdida. Quando você recebe uma mensagem de alguém que está apaixonada, responde na mesma hora. Só vai demorar se quiser usar isso como estratégia não estou tão aí pra você, então demoro pra te responder. Caso contrário, a resposta é imediata. Agora me diz quanto tempo você demora pra responder aquele grupo de família com seus tios mandando imagens, piadas e vídeos aleatórios? Para eles, estamos sempre corridos e sem tempo. Maratonistas do cotidiano. correria Quando aquele gato te chama para sair, você dá um jeito de cancelar tudo e vai. Quando você quer muito comprar aquilo, faz por onde. Quando quer conseguir aquela coisa, também. Mesmo que a sua falta de tempo seja justificada pelo trabalho, essa é uma escolha. A falta de tempo nunca é o trabalho. A falta de tempo está em você, que escolheu essa profissão, essa cidade, esse cargo ou esses filhos e estilo de vida pra sustentar e trabalhar muito. Maicon, pode brigar comigo. Eu tive todo o tempo do mundo para escrever o texto da semana, mas escolhi fazer outras coisas que por algum motivo me pareciam mais importantes-melhores-interessantes - mesmo que agora eu não perceba a importância de lavar roupa de cama e assar banana com mel no microondas numa manhã de sábado. Eu amo escrever, mas naquele momento escrever parecia menos urgente do que assar banana. E é assim na vida. Eu amo você, mas hoje não quero te ver. Amanhã pode ser que sim, vai depender do meu tempo ou da minha vontade de ter tempo. Tempo a gente tem. E é igual pra todo mundo. Quem escolhe o que vai fazer com ele. Somos nozes. E as arvre...
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Um Morto na Lagoa
21 de maio de 2015 at 14:59 0

Há alguns anos escolhi não ler e assistir nenhum tipo de jornal. Se pego um jornal na casa de um amigo, leio o caderno de cultura. Pulo todas as novelas de atrocidades, os contos de violência e as lendas de corrupção, não quero nem saber. Pode me chamar do que quiser por essa escolha. Passiva! Pode dizer que não posso reclamar depois. Diga. O meu pai diz que se preocupa com tamanha desinformação, como se ser ou estar informado me tornasse uma pessoa melhor ou pior nesse mundo louco nosso.

Acontece que as notícias que realmente importam chegam até mim. Lendo ou não jornal, estando ou não à noite no sofá com o Bonner do JN. Eu sei que o Nepal sofreu um terremoto e que muita gente morreu. Não preciso saber quantas pessoas, obrigada. Sei da operação Lava Jato, o buraco da Petrobrás, os prêmios por delação. Não sei os nomes, mas sei que nada vai mudar, que alguns serão pegos para Cristo, mas outros virão para ocupar o lugar daqueles que já saíram. Quer queira, quer não, sei mais detalhes do que gostaria.

Moro no Rio, bem perto da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde um ciclista foi morto por menores de idade com uma facada no abdômen por volta das 18hrs nessa semana. Fiquei sabendo do assalto e no dia seguinte, da morte. Aqui no Rio há algum tempo descobriu-se que um assalto torna-se mais efetivo se for com uma facada antes. O raciocínio é ótimo: se eu te meto um facada antes de anunciar o assalto, você não tem tempo para reagir e eu levo o que eu quero. Faz todo sentido do ponto de vista do assaltante, cujo único objetivo é tirar o bem material que ele quiser na forma mais eficaz da operação (qualidade x tempo). Se você não sabia disso, agora sabe. A informação do assalto e morte do ciclista, que também era médico chegou até mim pelas pessoas que conheço – Você viu o ciclista que foi morto? O Rio tá foda mesmo - e pelo Facebook com uma foto do corpo da vítima no chão com uma mancha de sangue.

Desde então, a discussão voltou para a redução da maior idade penal. Pipocaram como milho na panela quente com óleo: aqueles que são a favor e aqueles que são contra. Da mesma forma que pipocaram os que iam votar na Dilma e os que iam votar no Aécio no período das eleições (mas isso aí, já é pipoca murcha).

Os argumentos de defesa e ataque são bem definidos de cada lado e não me interessa entrar nisso. Até porque se você quiser saber, sabe os meios e aposto que já tem a sua opinião formada.

A Massa são os Outros

Eu sou eu, você é você.

O meu eu para você é uma terceira pessoa. Somos terceirizados numa via de mão dupla, uma lavando a outra. Somos também nós, por qualquer perspectiva que seja, desde a de quem, porque ou até para que. Somos um em 6 bilhões. Unidade multiplicada ao quadrado do dobro. O nosso limite termina onde começa o infinito do outro e isso acaba nos simplificado para uma mera possibilidade de escolha, RG ou CPF.

Eu, você nós e eles. Nos nossos atos, temos os fatos e nas opções as consequências. A matemática dá fórmula para isso: o mundo pedindo multiplicação - de dados, informações, notícias, posts, likes, curtidas, sucesso e dinheiro - mas o nosso grito é outro. Nadando conta a maré que criamos diariamente, em silêncio, no nosso interior, gritamos em uníssono como um – todos - por percepção e sensibilização. Por um são, que é sensível o suficiente para perceber, que atravessa a noção de si e enxerga o todo como parte da consequência.

Isso vai muito além do eu com ela e eu sem ela, ou nós por cima e nós por baixo. Vai além de apontar o dedo por outro. A culpa é dos políticos. A culpa é da corrupção. A culpa são os outros. As pessoas fazem. Eles estão certos e eles errados.

A culpa é nossa. Sua, minha, dele. Primeira, segunda ou terceira pessoa, não importa. Deixo de ser eu para mim mesma, percebo e aceito a minha – a nossa - escuridão. O medo e a angústia são as armas que usamos por receio de encarar desconhecido. Pode negar. A negação suaviza a dor. Não sou eu, são eles. Nos perdemos dentro de nós mesmos com justificativas e ataques, mergulhados no delírio da nossa própria ilusão, criada por um singular vós-você- eu-ele.

A mudança começa pequena e vem de dentro. De você para o todo. Temos a faca e o queijo. Diga-me o que fazes, que te direi o que há por vir.

faca-e-queijo

> Escrevi esse texto em 2009 e não faço ideia do motivo, mas achei que ele cabia aqui. A receita de gelo de couve não cabe. Empurro com a barriga para a próxima semana.

#tudaodalola

 
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#Maicaquices, News
News do Maicon: Novo vídeo e Show em Curitiba!
5 de maio de 2015 at 17:14 0
Saiu hoje mais uma participação minha em um vídeo no Youtube! lola-claure-felippe-vaz-maicon-santini-acabou-o-amor-video O  canal "Acabou o Amor" está estreando a sua segunda temporada e o primeiro vídeo saiu hoje! O título é " Meu Amigo Gay" e, claro, que quem faz esse personagem feliz sou eu, né? hahaha. Idealizado por Lola Claure e Felippe Vaz, lá sempre tem vídeos muito divertidos sobre o amor, ou a falta dele! Dá uma olhada aí: E nesta quinta, dia 07, eu, Bruna Louise e Serginho Lacerda vamos ubir ao palco do Teatro Lala em Curitiba pra fazer stand up e muita zoeira! Os ingresso já estão à venda pelo site do Teatro, Clica Aqui! propaganda insta e face show cwb ultima
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#TudãoDaLola
#TudãoDaLola – Nova coluna do blog por Lola Claure!
30 de abril de 2015 at 23:53 5

lola-claure-blog-do-maicon-tudão-da-lola-coluna-2

Mais uma colaboradora entrou pro nosso time! Agora, todas as quintas, teremos o #TudãoDaLola!

@LolaClaure é roteirista, produtora e atriz e vai trazer aqui, como o nome da coluna diz, um pouco de tudo! Pra conhecer um pouco mais sobre a Lola, dá uma olhada na série "Acabou o Amor" no YouTube, que ela escreve e atua! Linda, inteligente e simpática.. Você também vai amar a Lola!

#TudãoDaLola

Quarta-feira, 21h47

Eu não sei o que eu estou fazendo aqui. Quer dizer, sei muito bem. Combinei que começaria uma coluna no blog do Maicon Santini toda quinta-feira. Essa é a minha primeira semana e deixei pra escrever o post na última hora. Como tudo na minha vida, nunca fui da turma que faz as coisas com tempo. Se você é do tipo organizado que fazia os trabalhos da faculdade com tranquilidade, desculpa, mas pra mim você é um E.T. O prazo é daqui um mês, então daqui a 29 dias e mais um pouco eu começo a pensar em fazer. Como aquele gol dos últimos minutos do segundo tempo. Com emoção, por favor.

20h00 Voltando pra casa, minha cabeça começa a criar todos os motivos possíveis pra não escrever hoje e deixar pra depois. “É a primeira vez, você pode falar com ele pra adiarem pra próxima semana o lançamento”. “Você não teve nenhuma ideia genial de pauta, ele não vai se importar”. “Ah, relaxa, você tá tão cansada, teve um dia muito cheio, vai descansar, vai”.

Se dentro da minha cabeça tivesse uma pessoa, ela seria uma dona de casa solitária chamada Selma, daquelas que passa o dia todo sozinha com a TV ligada, pra fazer companhia, e quer muito conversar, assar um bolo com passas enquanto assiste Vale a Pena Ver de Novo.  

20h30 Chego em casa, abro o computador, olho pra tela em branco e ao invés de escrever, resolvo fazer tudo o que realmente não precisava fazer agora. Daqui a pouco eu escrevo. Sabe quando você tem que fazer alguma coisa, mas não tem ideia de por onde começar, ou não quer fazer aquilo por nada no mundo então começa arranjar várias atividades ridiculamente desnecessárias pra postergar?

21h00 Olho o site das Olímpiadas, vejo uma notícia sobre o Nepal na TV, procuro a primeira matéria da coluna do Gregório Duvivier na Folha Online e não tenho nenhuma inspiração. Dou uma checada no Facebook, nada novo, tento ver a coluna da Fernanda Torres, liberada apenas para assinantes do Jornal, o Whatsapp está as moscas, estou a ponto de jogar no Google “como escrever o primeiro texto de uma coluna”. É ai que tenho uma ideia genial. Levanto do sofá pra fazer pão de queijo fit de frigideira. Depois eu escrevo.

21h30 Volto da cozinha decidida a escrever sobre a receita do pão de queijo que acabo de fazer. Posso aproveitar e falar do novo milkshake do Bob´s de Paçoca com calda de chocolate que experimentei hoje achando que ia ser maravilhoso e é meia boca. Mas o telefone tocou.

21h35 Atendo com preguiça:

- A gente pode se falar depois? Estou escrevendo uma coluna pro blog do Maicon.

(Me achei, nem comecei a coluna e já estou me achando  a diva que você quer copiar)

- Sobre o que?  - Pergunta minha amiga.

- Tudão. Depois você lê e descobre.

Tudão da Lola. Lola, no caso sou eu, não é a cachorra da vizinha, a Lolita do livro nem a Lola que corre no filme. Tudão é sobre o que eu vou falar aqui. Um pouco de cada coisa e do que se passa na minha cabeça, que agora que você conhece a Selma, já sabe que é muito.

O Tudão da Lola vai ser assim, toda quinta-feira um texto com o que der na telha. Receitas, esporte, life style, sexo, yoga, viagens, Rio de Janeiro, arte, vida, espiritualidade, música, festa, bom humor e mau humor também - me pega de TPM pra ver o que acontece.

23h30 Falei sobre tudo e falei sobre nada. Esse é o Tudão, sinta-se em casa.

23h50

Envio o texto faltando 10 minutos pra estourar o prazo e ainda com receita de pão de queijo fit pra alegria da garotada:

pão-de-queijo-tudão-da-lola-blog-do-maicon

- 1 ovo

- 1 colher de sopa de polvilho (usei o doce)

- 1 colher de sopa de tapioca

- queijo ralado / requeijão  / ou o queijo que você quiser (a gosto)

- sal a gosto

- 1 colher de sobremesa de chia ou linhaça (opcional)

Modo de fazer: Mistura tudo e joga a gororoba na frigideira em fogo baixo.  Doura dos dois lados e pronto!

Se fizer a receita, marca com as tags #TudãoDaLola e #BlogDoMaicon pra gente ver!

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